segunda-feira, 4 de maio de 2020

Democracia brasileira 'está acabando' e Bolsonaro precisa ser contido, diz MK; ouça

[Democracia brasileira 'está acabando' e Bolsonaro precisa ser contido, diz MK; ouça]


Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (4), Mário Kertész afirmou que a democracia brasileira "está acabando", e que as agressões contra jornalistas do Estadão, ocorridas ontem (3) durante manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro, são um exemplo claro disso.
"Eu acho que a democracia brasileira tá acabando. Tá faltando um trisquinho de nada. Ontem, mais uma vez, o presidente Bolsonaro abusou de tudo e de todos. Num gesto completamente insensato, junta carreata em Brasília... Foram todos para a porta do Planalto, o presidente foi com a filha, sem máscara, e desafiou todo mundo. (...) Ontem, Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, jornalistas do Estadão foram agredidos pelos insanos bolsonaristas, na frente do Palácio do Planalto. As reações foram imensas contra isso, claro. É um absurdo, é inconcebível que isso aconteça numa democracia, mas está acontecendo", afirmou.
Para MK, as instituições brasileiras precisam tomar medidas legais, porém enérgicas, para estabelecer limites às ações do presidente. "Ele desafia o STF, desafia o Congresso, todo mundo. Agora, todo mundo dá notas, se manifesta, diz que é um absurdo... Sim, e daí? É um absurdo que cada vez o presidente avança mais! Não existem mais palavras e manifestações dessas que possam conter a insanidade que o governo está caminhando, trilhando. Não defendo nenhuma medida extraordinária fora da legalidade, mas não é possível que na Constituição brasileira não exista nenhum mecanismo legal de estabelecer limites para o presidente Jair Messias. O que ele precisa agora são limites sérios, que funcionem, que não permitam mais esse tipo de atos antidemocráticos e anticonstitucionais!", exclamou.
MK também lamentou a morte do ex-presidente do Bahia, Fernando Schmidt, e relembrou sua importância no futebol e na política. "Foi presidente do Bahia, teve um papel importante na vida do Bahia e no seu processo de democratização, foi vereador de Salvador durante seis anos, político contra o regime militar, sempre se destacou, e foi meu chefe da Casa Civil da prefeitura, quando eu fui prefeito pela segunda vez, entre 1986 e 1988. (...) Queria deixar aqui meu profundo pesar. Lá se vai um grande baiano, um grande brasileiro", afirmou.
FONTE M1
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