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domingo, 4 de abril de 2021

Defesa de empresário suspeito de estupro diz que MP e Civil foram 'induzidos a erro'

Defesa de empresário suspeito de estupro diz que MP e Civil foram 'induzidos a erro'

Os advogados do empresário Eugenildo Almeida Nunes, encontrado morto na manhã deste sábado (3), na casa em que morava, em Ubatã, região do Médio Rio de Contas da Bahia , emitiram uma nota após repercussão do caso. 

 

O empresário teve a prisão temporária decretada pela Justiça, acusado de estuprar duas adolescentes de 15 e 13 anos . Na última terça-feira (3), foi alvo da Operação Cilada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) para investigar o crime.

 

No texto, a defesa Eugenildo “lamenta profundamente o desfecho trágico que ceifou a vida do seu cliente”.

 

“Em total compromisso com a verdade afirmamos que os fatos se desenrolaram a partir de uma série de inverdades, promessas de escândalo e tentativas de extorsão. Triste enredo criado pelas supostas vítimas que tinham intenções nefastas, utilizando-se de inverdades e manipulações”, diz trecho do texto.

 

Genildo era um empresário com investimentos em setores como material de construção, postos de combustível, gado, fazendas, hotéis e mercado financeiro. As investigações do MP-BA identificaram que ele fazia promessas e oferecia dinheiro, presentes, e até mesmo casa e emprego para a família, em troca de favores sexuais. O empresário também estava sendo acusado de usar o poder econômico na região de Ubatã para inibir que vítimas e testemunhas o denunciassem.  Às jovens abusadas, ele fazia ameaças de morte. O pai das vítimas era empregado de Eugenildo.

 

Os advogados do empresário argumentam que “a Polícia Civil, o Ministério Público e o Judiciário foram induzidos a erro, e, de forma açodada, determinaram a prisão de um suspeito sem que fosse ofertada a possibilidade de defesa”.

 

Por fim, a nota diz que “agora é apurar o ocorrido e os fatos que estão ao derredor das acusações”. “Acreditando na seriedade das instituições que certamente conduzirão as apurações com serenidade e justiça”, conclui a defesa.

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