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Saiba o porquê religiões tem perdido a credibilidade e adeptos no Brasil

 



Com a polarização política nacional das últimas eleições  e a presença marcante das religiões nos debates acalorados, com discursos de ódio  e inflamados por seus maiores líderes; Às religiões perderam muito de sua essência e com isso a credibilidade que gozavam perante a sociedade brasileira.

Há pouco mais de 50 anos a religião evengélica "Protestante" deu um grande salto no Brasil, afinal nos anos 70 a maioria dos brasileiros eram de católicos.

As igrejas protestantes com uma estratégia de pregação em diversas vertentes, em diversas formas denominacionais, em vários estilos diferentes, conseguiu atrair um grande número de seguidores, seja no segmento tradicional, pentecostal e neopentecostal.

Igrejas viraram empresas, pastores viraram empresários, vendendo cada um seu modelo de fé, dogmas e preceitos.

Quais fatores contribuíram diretamente para o descrédito das religiões ?

Não foi apenas o grande número de líderes religiosos presos no país por estupro, corrupção e até  assassinatos.

Isso tem sido um fator que leva a reflexão a exemplo dos inúmeros casos de pedofilia que a Igreja Católica apresenta através de inúmeros casos em todo planeta, como também o grande número de pastores protestantes presos por estupro e outros crimes no Brasil. 

Quando falamos de religião, estamos englobando todas , não apenas as religiões evangélicas em suas diversas vertentes, afinal todas as religiões perderam adeptos nos últimos anos.

Religiões de Matriz Africana, Espiritismo, Catolicismo e até mesmo religiões consideradas como "seitas" a exemplo das Testemunhas de Jeová, Mórmons, Adventistas entre outras com chocantes regras internas que  assustam a sociedade contemporânea.

Um dos principais motivos do descrédito tem sido o acesso a informações por parte dos fiéis, muitos descobrem através da internet verdades nunca antes contadas por seus "líderes" espirituais.

O Brasil é um estado  laico e secular , isso quer dizer que  não se manifesta em assuntos religiosos, garante a liberdade religiosa e não adota religião oficial.

Intolerância religiosa é muito constante no Brasil atual, sendo a "intolerância" um termo que descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar práticas e crenças religiosas de terceiros, ou a sua ausência. Pode-se constituir uma intolerância ideológica ou política, sendo que, ambas têm sido comuns através da história.

O Brasil tem normas jurídicas que visam punir a intolerância religiosa. No Brasil, a Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989, alterada pela Lei n.º 9.459, de 15 de maio de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões, com isso sabemos que podemos questionar qualquer prática religiosa, porém atacar tais práticas com palavras ofensivas chamando por exemplo de "Religião do Diabo", tudo isso é crime previsto em lei.
O site PIRÔPO NEWS BAHIA, respeita todas as manifestações religiosas, nossa matéria é apenas nossa visão sobre o aumento dos chamados "Desigrejados", no país , que em 2020 já havia chegado a 10 milhões.
Por conta de todos esses fatores, apontados na matéria, nasce o  fenômeno  "desigrejados" e  surge com a interpretação de que toda estrutura religiosa apresenta-se como “instituição desnecessária”, defendendo que a fé cristã pode ser exercida desvinculada da comunhão da igreja.
Além dos "desigrejados" os Deístas também crescem no Brasil
Com o aumento da informação e a sociedade descobrindo que existem várias bíblias, com várias interpretações e modificações ao longo dos séculos e que 3 mil anos antes de Jesus, já existiam outros Deuses, nascidos de uma virgem, com 12 seguidores e histórias parecidas, muitos brasileiros tem se identificados como Deístas.
Os deístas afirmam que Deus criou o universo com tudo o que está nele e está deixando que tudo siga seu curso natural, sem qualquer outra intervenção da sua parte. O deísmo ensina também que não há milagres e que a Bíblia não é inspirada por Deus.
Com a globalização e a informação chegando na palma da mão, muitas pregações brasileiras caíram no descrédito, quando líderes religiosos pregam um "Jesus", totalmente radical que só abençoa aos que pagam "dízimos", ofertas e os que frequentam templos religiosos e seguem a risca as palavras do líder religioso.
Porém tem cidades em países da eupora e escândinavia que não existe uma igreja protestante e são cidades que não há desemprego, assassinatos, crimes ediondos e muito menos miséria. São cidades prosperas e bem desenvolvidas.
No Brasil as pregações da linha protestante é direcionada para um público de país de terceiro mundo, uma pregação que mexe com o imaginário de um povo sofredor, com altíssimo número de desemprego, fome e miséria.
Quem compara esses números, acaba deixando o sistema religioso e em sua grande maioria se identificando como "Desigrejado" ou "Deísta".
Como comprovar que a matéria do site PIRÔPO NEWS BAHIA, tem respaldo em números ? Basta acompanhar abaixo matéria da BBC News.
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Vale ressaltar quê Jovens 'sem religião' superam católicos e evangélicos em SP e Rio.

No Censo de 2010, os sem religião eram 8% da população brasileira, ou mais de 15 milhões de pessoas. Esse percentual vem crescendo década após década: os sem religião eram 0,5% da população brasileira em 1960, 1,6% em 1980, 4,8% em 1991 e 7,3% em 2000.

Os sem religião no Censo. Em % da população brasileira.  .
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João Fellet tenta entender como brasileiros chegaram ao grau atual de divisão.

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Com o adiamento do Censo populacional de 2020 para este ano, devido à pandemia, ainda não é possível saber de forma definitiva o que aconteceu com a religiosidade brasileira na última década.

Mas as pesquisas eleitorais, cujas amostras são construídas com objetivo de refletir a realidade da população brasileira, dão pistas importantes neste sentido.

As primeiras pesquisas Datafolha de 2022, por exemplo, mostram que, em nível nacional, 49% dos entrevistados se dizem católicos, 26% evangélicos e 14% sem religião — já acima dos 8% sem religião identificados no último Censo.

Entre os jovens de 16 a 24, o percentual dos sem religião chega a 25% em âmbito nacional.

Nas pesquisas Datafolha para Rio de Janeiro e São Paulo, o crescimento dos brasileiros que se dizem "sem religião" é ainda mais marcante, particularmente entre os jovens.

Em São Paulo, os jovens de 16 a 24 anos que se dizem sem religião chegam a 30% dos entrevistados, superando evangélicos (27%), católicos (24%) e outras religiões (19%).

No Rio, os sem religião nessa faixa etária chegam a 34%, também acima de evangélicos (32%), católicos (17%) e demais religiões (17%).

Religião dos jovens de 16 a 24 anos no RJ. Em % dos entrevistados pelo Datafolha.  .
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texto: PIRÔPO NEWS

Fonte de pesquisa sobre pesquisa Datafolha :BBC News 


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