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Novo governo vai tentar 'quebrar' programas sociais, afirma Dilma


Às vésperas da votação que pode selar seu afastamento, a presidente Dilma Rousseff disse neste sábado (7) que seus adversários "jamais seriam eleitos" com promessas de redução de gastos, como vem sendo defendido pelo grupo político do vice Michel Temer, e que haverá diminuição de programas sociais, como o Bolsa Família, em um eventual novo governo. Em discurso em Palmas (TO), a presidente disse que está em processo de impeachment por causa das "escolhas" que fez para gastos públicos e que os opositores usam termos como "revisitar" e "revisar" despesas para disfarçar a intenção de cortes. Ela lembrou de uma proposta de focar o Bolsa Família nos 5% mais pobres, o que, diz, significaria um corte de 36 milhões de cidadãos beneficiados.Ao citar o Plano Safra para agricultura familiar, disse: "Acredito que vai ser muito difícil eles conseguirem quebrar todos esses programas. Mas que vão tentar, vão." A seguir falou para a plateia "lutar pelos interesses de vocês". "Querem fazer economia com o dinheiro dos mais pobres? Jamais se elegeriam." Dilma também citou decretos editados no governo Fernando Henrique Cardoso, em 2001, para argumentar que é acusada de cometer um ato que outros governos também adotaram. Dilma foi ao Tocantins para inaugurar uma unidade da Embrapa na capital do Estado. O projeto é de responsabilidade do Ministério da Agricultura, comandado por Kátia Abreu, que se elegeu senadora no Estado. Peemedebista, Kátia Abreu é uma das últimas integrantes de partidos que eram aliados do governo Dilma a permanecer na Esplanada. A ministra disse que um dos motivos do impeachment foi o apoio de Dilma a agricultores familiares. Também criticou ministros que saíram do governo na última hora. "Enquanto alguns dessa área [agricultura] viram às costas, a ingratidão não faz parte do meu vocabulário político." Dilma retribuiu afirmando que a peemedebista é exemplo de valores morais e "lealdade". No evento, diante de uma plateia de simpatizantes, Dilma foi recebida com gritos de "não vai ter golpe". Militantes de movimentos sem-terra, estudantil e de moradia vaiaram a vice-governadora do Estado, Cláudia Lélis (PV), chamada de "golpista". O governador Marcelo Miranda, do PMDB, não compareceu. Com informações da Folhapress.
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