
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Delegados de Policia Federal (ADPF) e a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgaram notas oficiais neste sábado, em que criticam a declaração do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, sobre o inquérito dos Portos. Em entrevista à agência de notícia Reuters, Segovia afirmou que a tendência é o arquivamento da investigação contra o presidente Michel Temer. De acordo com o diretor da PF, até o momento, não foram angariadas provas sobre o pagamento de propina por parte da empresa Rodrimar para Temer.
“As instituições precisam transmitir credibilidade para a sociedade. Nesse sentido, não me parece recomendável, nem é apropriado, que o diretor-geral da Polícia Federal dê opiniões a respeito de investigações em curso, sobretudo porque, recentemente, manteve reuniões com o investigado. O momento do país pede o fortalecimento das instituições”, diz a nota da OAB, assinada pelo presidente nacional da entidade, Claudio Lamachia.
“Quanto à possibilidade de punição ao delegado que conduz o inquérito sobre o presidente da República, devemos observar que o investigador deve ter sua liberdade e independência preservadas. Ao agir de acordo com a lei, o investigador não comete ilícito”, prossegue o texto.
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