Santa Sé emitiu comunicado no qual explica que o terço, que seria entregue por ex-consultor do Vaticano a Lula, foi abençoado pelo papa, mas que rosários assim "são levados, como o Santo Padre deseja, a tantos prisioneiros do mundo, sem entrar no mérito de realidades particulares"
O Vaticano divulgou, nesta terça-feira (12/6), uma nota na qual busca esclarecer o episódio em que um rosário abençoado pelo papa Francisco foi entregue ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há mais de dois meses em prédio da Polícia Federal em Curitiba.
Segundo o Vaticano, o terço não foi enviado pelo papa a Lula. A Santa Sé diz que o advogado argentino Juan Grabois, ex-consultor do Pontifício do Conselho de Justiça e Paz, que tentou visitar Lula na segunda-feira (11/6), levou um terço "abençoado pelo papa", mas que "terços como esse são levados, como o Santo Padre deseja, a tantos prisioneiros do mundo, sem entrar no mérito de realidades particulares".
A notícia da entrega do terço a Lula foi divulgado pelo PT em seu site oficial na própria segunda-feira. A versão do texto disponível nesta terça-feira (a matéria foi atualizada às 10h51) informa apenas que "o ex-presidente Lula recebeu na segunda-feira (11) do consultor do Vaticano Juan Gabrois um rosário abençoado pelo Papa Francisco".
No texto, o PT critica o fato de a visita não ter sido autorizada, apesar de ter sido agendada previamente para a segunda-feira, "dia da semana em que Lula está autorizado a receber visitas de caráter espiritual". Ao UOL, a Polícia Federal negou que qualquer presente tenha sido deixado a Lula. O PT publicou a foto do terço que Gabrois desejava entregar.
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