
Mais um suspeito de integrar uma quadrilha que participava de um esquema de fraudes do Instituto de Previdência dos Servidores do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR), foi preso pela Polícia Federal (PF). Dessa vez, o alvo foi um pastor e advogado de 52 anos, natural de Parnamirim, no Sertão, e residente no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes.
O suspeito já era considerado foragido pela Polícia Federal há cerca de 15 dias, na deflagração da primeira fase da Operação Abismo. Ele não estava em casa no momento do cumprimento do mandado de prisão expedido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Na manhã dessa sexta-feira (2), ele se apresentou na sede da PF, localizada no Cais do Apolo, Bairro do Recife, acompanhado de advogados.
O pastor e advogado foi indiciado pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e exercício irregular da profissão em mercado de capitais e investimentos. Ele foi encaminhado para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Em caso de condenação, pode cumprir penas que variam entre 5 e 20 anos de reclusão.
Operação Abismo
A operação foi deflagrada pela PF no último dia 19 de outubro em Pernambuco e em outros seis estados brasileiros, e uma segunda fase da Abismo foi deflagrada no dia 31 de outubro. Até o momento, 10 pessoas foram presas e outras nove, que estariam em outros estados, continuam foragidas. Além disso, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão.
A operação foi deflagrada de forma simultânea em três cidades pernambucanas (Cabo, no Grande Recife, Vitória, na Zona da Mata, e Salgueiro, no Sertão). Também houve prisões e apreensões em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Goiás, Santa Catarina e no Distrito Federal.
De acordo com as investigações, iniciadas em março deste ano, a fraude envolveu a transferência de mais de R$ 90 milhões do instituto municipal de previdência do Cabo, cerca de metade dos recursos da entidade — antes investidos em instituições financeiras consideradas confiáveis — para fundos com ativos sem o devido lastro e com grande probabilidade de perdas financeiras futuras.
O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB), foi um dos presos pela Operação Abismo. Cabral é apontado como responsável pelo desvio investigado. Depois de ouvido pela PF, ele foi conduzido para o Centro de Observação e Triagem (Cotel) em Abreu e Lima, onde permanece preso. A Polícia Federal de Pernambuco (PFPE) afirmou continuar realizando buscar para conseguir prender todos os suspeitos mandados de prisões preventivas em aberto.
fonte: www.op9.com.br
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