quarta-feira, 6 de maio de 2020

Líder do governo Bolsonaro diz que críticas de Rui a ministro da Saúde são "enviesadas politicamente"

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Líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, o deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO) pediu que sejam relativizadas as críticas de governadores nordestinos, em especial do líder do Executivo na Bahia, Rui Costa (PT) quanto às críticas em relação à omissão do Ministério da Saúde na ajuda aos estados e municípios no enfrentamento à Covid-19, principalmente quanto à aquisição de respiradores.
Em entrevista exclusiva ao jornalista Pedro Vilas-Boas nesta terça-feira (5), no programa Política Agora, do BNews, o deputado nascido na Salvador e radicado no Rio de Janeiro pediu que seja dado um "desconto" nas acusações contra a União. Ele reiterou que, particularmente no caso da Bahia, o governador é petista e junto com outros nordestinos, tem discursos "enviesados politicamente".
"Sei que as críticas dos vários governadores do Nordeste, de modo especial do governador da Bahia, que é petista, são muito enviesados politicamente, então tem que dar um desconto. O Ministério da Saúde está fazendo um ótimo trabalho e conforme a gente vai continuar aprendendo cada vez mais sobre a doença, eles possam conhecer ainda melhor", argumenta.
O parlamentar defende um equilíbrio entre o que chama de "vertente econômica e sanitária", para adotar medidas de combate à Covid-19. Segundo Vitor Hugo, o ministro Nelson Teich, que substituiu Luiz Henrique Mandetta, já tem um plano para a reabertura gradual das atividades no país. Ele nega que seja contrário às recomendações de distanciamento social, mas acredita que cada município deve ser analisado individualmente.
"Temos que adaptar as medidas e protocolos de segurança de acordo com a temperatura em cada região, se tenho município e em 50 municípios em torno dele não tem nenhum caso de Covid-19 e estão completamente fechados, com a economia parada, pessoas perdendo emprego, empresas fechando, isso não é razoável. Agora, na cidade que a gente vê grande número de infectados e mortes, essa rotina não pode ser mantida normalmente. Acho que temos que ter uma flexibilidade para entender que o Brasil é um pais continental, onde há uma grande variedade de climas, de renda, de economia, de acesso a leitos", opina
Quanto à mudança na chefia do Ministério da Saúde, o líder bolsonarista na Câmara diz que, assim como a troca na Justiça, foi algo positivo para o Governo Federal.
Vitor Hugo lembrou que a responsabilidade de administrar e escolher a equipe é inteiramente do presidente da República, que tomou a decisão de substituição nos ministérios quando ambos começaram a ter um "posicionamento político muito divergente" da linha adotada por Bolsonaro.
bnews

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