segunda-feira, 4 de maio de 2020

Rui aponta 'gigantesca subnotificação' e explica rejeição por testes em massa na Bahia

Rui Costa sugere que municípios sem casos de Covid-19 não adotem ...Governador aponta Pará como situação de colapso do sistema funerário


O governador da Bahia, Rui Costa (PT), demonstrou preocupação com o alto número de subnotificações de Covid-19 no estado e o crescente número de mortes dentro das casas. Tomando como exemplo o Pará, que registrou mais de 3 mil casos e cerca de 310 mortes, o petista comentou o risco de colapso do sistema funerário. "Vamos ter uma gigantesca subnotificação por Covid-19. Neste patamar lá, morrendo 50 pessoas por dia nas casas, como se recolhe o corpo e como faz exame nessas pessoas? Vamos enterrar milhares de pessoas sem saber a causa da morte. Tem corpos esperando 48h para ser enterrado. Perde qualquer condição, seja de fazer o exame, seja de manter o corpo para poder tentar recolher algum material do ponto de vista saúde pública. Eles não estavam conseguindo o recolhimento destes corpos. Enquanto isso, o presidente está brincando na Esplanada", comentou, em entrevista a Mário Kertész, durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole.
Questionado sobre a forma de testagem em massa da população, Rui afirmou que não há confiabilidade no carregamento enviado pelo Ministério da Saúde. "Ele só dá resultado a partir do sétimo dia de contágio mínimo. Alguém no quinto ou quarto dia, faz o exame e dá negativo. A pessoa acha que está tudo bem, sai para falar com todos e acha que está tudo bem. A taxa de acerto só dá mais forte a partir do décimo dia de contágio. Nós optamos por não fazer isso massivamente porque pode dar falsa ilusão para as pessoas. Muitas estão assintomáticas e ninguém convenceria essa pessoa de que ele tem o vírus já que ele tirou o sangue, testou e deu negativo. Não iria segurar ninguém em casa", disse. "Ficamos preocupado com essa autorização do governo federal em fazer nas farmácias. Em tese, quem procura fazer exame é quem está com sintoma. Você leva uma pessoa para um ambiente que não é uma UPA ou um hospital. Ali tem uma senhora que vai comprar o remédio da pressão, outro medicamento que um idoso usa e está ali com contato próximo que alguém potencialmente tem o vírus. Acho inadequado isso. Pode ser um foco de ampliação do contágio das pessoas", acrescentou.
Na Bahia, a população ganhará dois novos pontos de testagem: em Barreiras e Vitória da Conquista. De acordo com Rui Costa, os locais vão garantir que o sistema de testagem do estado seja aliviado em relação à demanda. "Nós optamos por fazer o teste que chamam de PCR, que é o mais seguro e com maior percentual de acerto, que é o que colhe na narina e na garganta. A partir de hoje faremos em Vitória da Conquista, pelo LACEN, e em Barreiras, pela universidade. Vamos aumentar a quantidade disso no interior. Encomendamos máquinas que fazem esses exames. A promessa de entrega está atrasada em duas semanas", disse Rui.
"Esses dois locais são importante que são importantes porque a gente aumenta a quantidade e diminuiu o tempo. Em Conquista, dá para pegar de Lapa, Guanambi, Brumado, Caetité, Itapetinga e Jequié ao invés de mandar para Salvador. Hoje começam a funcionar esses dois, terão três dias de validação pelo protocolo, em paralelo ao exame de Salvador. Após o terceiro dia, eles estão autorizados a fazer sozinhos, dizendo assim", comenta.
M1

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