sábado, 6 de junho de 2020

A viabilidade mais longa do vírus COVID-19, foi em aço inoxidável e plástico; aponta estudos ( VEJA )

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Em dezembro de 2019, um novo coronavírus (COVID-19) causou um surto em Wuhan, na China e logo se espalhou para outras partes do mundo, tornando-se uma pandemia. Os sintomas típicos são febre, mal-estar, falta de ar e, em casos graves, pneumonia.
No Brasil, já foram registrados casos de transmissão comunitária e óbitos por esse novo coronavírus. Desde então, diversas orientações, como o isolamento em casa, têm sido divulgadas para evitar a disseminação do COVID-19, uma vez que os vírus respiratórios se espalham por meio de pequenas gotículas liberadas pelo nariz e pela boca de uma pessoa infectada quando ela tosse ou espirra. Uma única tosse pode produzir até 3 mil gotículas.Cinco razões para você ficar em casa se tiver mais de 60 anos ...
Em locais públicos ao redor mundo, tornou-se comum pessoas usando máscaras, evitando encostar nas barras dos transportes públicos, tentando abrir portas com cotovelos e limpando suas mesas de trabalho muito mais que o usual. De fato, o novo coronavírus pode estar presente nessas superfícies.
Estudo publicado pela New England Journal of Medicine em março de 2020 avaliou a estabilidade do COVID-19 em diversas superfícies e estimou suas taxas de decaimento.
De acordo com o estudo, o novo vírus permaneceu viável em aerossóis durante 3 horas com uma redução no título infeccioso de 103,5 para 102,7 por litro de ar. A meia-vida do COVID-19 em aerossóis teve com estimativas mediana de aproximadamente 1,1 horas e intervalos de confiança de 95% de 0,64 a 2,64.
O COVID-19 foi mais estável em plástico e aço inoxidável do que em cobre e papelão. Em superfícies de cobre, nenhum vírus viável foi medido após 4 horas, e no papelão, nenhum viável foi medido após 24 horas.
A viabilidade mais longa do vírus foi em aço inoxidável e plástico: a meia-vida média estimada foi de aproximadamente 5,6 horas em aço inoxidável e 6,8 horas em plástico, tendo como tempo máximo de 72 horas após a aplicação nessas superfícies. A capacidade do vírus de sobreviver por tanto tempo apenas ressalta a importância da limpeza de superfícies.
Ainda não há estudos sobre a viabilidade deste novo vírus em tecidos. No entanto, sabe-se por estudos realizados com outros patógenos que, de forma geral, os vírus podem ter sobrevida de 72 a 96 horas nos panos.
Pelo tecido ser poroso, pode ocorrer o acúmulo de secreções respiratórias e muitas vezes o acesso da água é limitado. Assim, a lavagem de tecidos deve ser feita com água e sabão.
Tocar uma superfície ou objeto que contenha o vírus e depois tocar o próprio rosto não é considerado o principal meio de propagação do vírus, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
Mesmo assim, a Organização Mundial de Saúde enfatiza que lavar as mãos com água e sabão, usar álcool 70% e limpar e desinfetar superfícies frequentemente são medidas essenciais para impedir a propagação do COVID-19.

PIRÔPO NEWS 

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