domingo, 14 de junho de 2020

Fisioterapeuta Pélvica de SAJ dá dicas de sexo para casais: “quem não tem orgasmo deve aprender a tocar o próprio corpo”


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Carine Oliveira, Fisioterapeuta Pélvica
Mesmo com pandemia do coronavírus, os namorados não deixaram de festejar o seu dia em 12 de junho, e a quarentena vira teste de fogo para os parceiros. No fim de semana dos namorados, o Programa Meio Dia e Meia, na Live do Voz da Bahia, conversou com a Fisioterapeuta Pélvica de Santo Antônio de Jesus, Carine Oliveira que falou um pouco sobre sua profissão e deu dicas no sexo para os casais .
Segundo a profissional, a Fisioterapia Pélvica reabilita inúmeras disfunções como erétil, ejaculação precoce, incontinência urinaria, vaginismo, dispareunia (dor na relação sexual), anorgasmia (quando a mulher não tem orgasmo), dentre outras disfunções.
O público ativo emitiu seus questionamentos na Live, primeiramente Carine respondeu sobre o que fazer para melhorar a ejaculação precoce. Segundo ela, a ejaculação precoce tem tratamento e o homem que quer ver a sua mulher satisfeita deve procurar se tratar, “o problema é a ‘incoordenação‘ dos músculos, associada a isso uma série de fatores, a fisioterapia pélvica trata a ejaculação precoce. Usar camisinha e um anel peniano vibratório retardam um pouco a ejaculação. O homem deve procurar um urologista e um fisioterapeuta pélvico. Muitos não aceitam tratamento por causa do machismo, é só se tratar que fica tudo lindo”, disse.
Questionada sobre a procura das mulheres na fisioterapia pélvica e pompoarismo, Carine ressaltou que elas desenvolvem o autoconhecimento para obter uma melhor satisfação na relação, “com o treino do pompoarismo exercitando a musculatura da vagina, estimulando o clítoris, fortalecendo a vagina ficando mais ‘apertadinha’, consegue sentir muito mais prazer, pode ter múltiplos orgasmos, tornando a relação muito mais prazerosa para ambos”, contou. Carine disse ainda que há mulheres que desenvolvem disfunções sexuais onde são indicados a massagem tântrica pois trabalha todo o corpo da mulher e do homem, e ajuda a melhorar a sensibilidade trazendo ao autoconhecimento.
Sobre a ejaculação feminina, a fisioterapeuta explicou ao Voz da Bahia que nem todas as mulheres tem o chamado squirting (ato feminino de ejacular), ainda objeto de estudos de especialistas na área, “temos o estudo comprovando que aquele líquido que achávamos que era xixi ou fingimento, pois não são todas as mulheres que tem, do número de mil, uma mulher tem. É um plasma que vem da urina, porque as glândulas que lubrificam a mulher não tem como produzir todo aquele líquido. Há pesquisas que estão avançando nessa questão”, afirmou.
Os homens tem dúvidas sobre qual parte do corpo da mulher que podem explorar para satisfazê-la, Carine salientou que o clitóris é um músculo que tem apenas a função de dá prazer a mulher, porém, o corpo inteiro é orgástico, “do fio do cabelo até o dedo dos pés, é só saber se tocar. As pessoas que não tem orgasmo devem aprender a tocar o próprio corpo, se conhecer, ler sobre o assunto, buscar ajuda profissional”, expôs. A fisioterapeuta revela que a informação sobre estudos atestarem que ter pelo menos dois orgasmos por semana dá a probabilidade mínima de desenvolver desordens emocionais.
Diante do fim de semana dos namorados, Oliveira deu dicas de como preparar um ambiente agradável para os casais, “um jantarzinho romântico, preparado com carinho, uma mesa posta com velas, bebidas a gosto, um filme sexy, música, dança. O importante é o casal se preparar um para o outro para ambos se sentirem valorizados, caprichar na lingerie, quarto arrumado, meias, vela, uma massagem, Strip-tease, uma cuequinha diferente, dentre várias opções”, explanou.
Questionada sobre sua opinião acerca do sexo anal, ela, como profissional, se dispõe para orientar, prevenir e tratar as disfunções. Segundo Carine, não pode ser feito sem o consentimento da parceira e deve ser com o uso do preservativo, “há muitas pessoas que tem pavor, então é necessário diálogo com o parceiro, se não há prazer deve ser dito e revelado. O ânus é um orifício com apenas a função evacuar, mas como ele tem muitas terminações nervosas, tem gente que não consegue viver sem sexo anal. Tem toda orientação, não pode ser feito sem o uso do preservativo, é necessário a higienização antes do ato. Orientamos que a mulher esteja no domínio para que aconteça da melhor maneira possível”, instruiu. A frequência do sexo anal pode acarretar em incontinência fecal, a fisioterapeuta orienta a realização de uma avaliação desse grupo muscular para que fortalecer os músculos e previna problemas futuros.
Diante dessa pandemia, a quarentena tem testado os casais em convivência, em contrapartida do momento de tensão que o mundo enfrenta, a partir disso, a profissional emitiu seu recado salientando a busca pela melhora e felicidade. “estamos vivendo um momento muito difícil talvez a pior fase de nossas vidas nessa pandemia da Covid-19. É um momento de refletir quem nós somos, o que queremos e o que podemos oferecer para o outro, devemos começar de casa, ninguém é tão bom que não possa melhorar. Se olhem no espelho e se perguntem no que andam falhando com seus parceiros. Sentem, conversem e reconheçam os erros, ninguém é perfeito para que nunca tenha errado. Se permitam para um relacionamento saudável, usem brinquedos, muitas roupas sexy, não tenham vergonha de se revela um para o outro. Repito, conversem muito, desenvolvam a empatia. Procurem também ajuda de uma profissional se necessitarem. Para se completarem, o diálogo é sempre necessário, às vezes uma pessoa gosta de um jeito, a outra de outro, é fundamental entrarem em consenso de forma que não venham se ferir. Sexualidade é vida, estejam presentes no ato sexual, sejam e se façam felizes, se ame e mergulhe na vida do seu parceiro (a)”, finalizou.
Reportagem: Voz da Bahia

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