sábado, 20 de junho de 2020

Mulheres denunciam pastor de Igreja Batista por abuso sexual

Mulheres denunciam pastor de Igreja Batista por abuso sexual

A Delegacia da Mulher começou a receber as denúncias no início de 2020, mas os abusos cometidos pelo pastor aconteciam desde a década de 1990.

Um grupo de mulheres denuncia um pastor de uma Igreja Batista da Zona Norte do Recife de abusos sexuais. O homem, que também é formado em psicologia, teria chamado as vítimas em sua sala na própria igreja e usado de métodos e técnicas de manipulação para abusar de suas vítimas. Para cometer o crime, ele alegava que as práticas seriam para ajudar as mulheres.
Até o momento, oito mulheres já confirmaram terem sido vítimas dos abusos. Elas denunciaram o pastor na Delegacia da Mulher. Uma das vítimas, que não será identificada por questão de segurança, relata os casos. “Ele na faculdade de teologia já se estuda cadeiras de psicologia e ele é mestre em psicologia. Acredita-se que ele usava essas técnicas de manipulação, algumas pessoas chamam de hipnose, eu não sei, para ouvir de nós os nossos problemas e dificuldades. Através dos nossos relatos ele usava esses problemas e dizia que ia nos ajudar a sermos mais felizes. Era dessa forma que ele nos atraía para o gabinete pastoral”, detalhou.
Segundo ela, líderes da igreja também prestaram depoimento favorável às vítimas.

Investigação

As denúncias começaram a chegar em janeiro de 2020. A delegada Bruna Falcão investiga o caso e conta como está o andamento do processo. “Nós temos relatos físicos, registros aqui na delegacia, de sete mulheres e uma noticiou por via de e-mail. Ocorre que as notícias são de fatos que aconteceram em vários anos. A gente já tem quatro dessas notícias em que o estado não pode mais agir porque os crimes já prescreveram”, apontou a delegada, lembrando que um dos casos aconteceu em 1996. “Os outros quatro procedimentos que a gente conseguiu materializar já foram concluídos e remetidos à Justiça”, completou.
O pastor foi intimado a prestar depoimento no dia 13 de fevereiro, mas apresentou um atestado médico alegando que estava afastado das suas responsabilidades por 60 dias conta de depressão. O pedido para adiar a ouvida para a semana seguinte foi acatado, mas ele apresentou mais um atestado médico.
Segundo a delegada, como não há uma previsão para melhora do acusado, o inquérito foi concluído sem o depoimento dele. “Ele foi submetido a um conselho dos líderes da instituição e foi oferecida a ele a possibilidade de renunciar ou de ser feito um procedimento administrativo para apurar a sua conduta. Ele preferiu firmar uma carta de próprio punho renunciando irrevogavelmente ao ministério de pastor”, disse.
De acordo com a delegada, ele foi indiciado por vários crimes e uma das vítimas teria sido estuprada pelo acusado.
A delegada Bruna Falcão acredita que outras mulheres também foram abusadas sexualmente pelo pastor. “Elas podem procurar a Delegacia da Mulher de Santo Amaro que funciona 24h por dia, todos os sete dias da semana. Novos casos surgindo, novas instaurações de inquérito serão feitas e novas investigações serão desencadeadas”, garantiu.
Até o momento, não foi pedido nenhum pedido de prisão pois o suspeito estaria cooperando com as investigações e não apresentou resistência.  
fonte: https://radiojornal.ne10.uol

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