sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Maioria dos brasileiros defende que vacina contra Covid-19 não deve ser obrigatória

Maioria dos brasileiros defende que vacina contra Covid-19 não deve ser obrigatória

O instituto Paraná Pesquisas entrevistou 2.206 brasileiros, entre os dias 12 e 16 de dezembro, e perguntou se a vacina contra a Covid-19 deveria ou não ser obrigatória. A maioria, 52% dos entrevistados, defendeu a não obrigatoriedade, enquanto 46% disseram ser a favor de que seja obrigatória e 2% não souberam ou não opinaram. O empate técnico, no limite da margem de erro (3%), ilustra a divisão do Brasil quanto ao tema.

 

Entre os que são contra a obrigatoriedade, se destacam os seguintes segmentos: homens (56,2%), idosos (55,3%), pessoas com ensino superior (55,7%) e moradores da região sul do país (56,4%).

 

Por outro lado, mulheres (49,7%), pessoas entre 16 a 24 anos (53,9%) e moradores das regiões norte e centro-oeste do Brasil (49,4%) são os únicos segmentos que defendem a obrigatoriedade da imunização contra o novo coronavírus.

 

O Paraná Pesquisas também indicou que 60,9% dos brasileiros perguntados têm medo de que a vacina provoque efeitos colaterais, enquanto 36,1% não temem qualquer consequência negativa diante do imunizante. Não souberam ou não opinaram, 3%.

 

CORONAVAC

A pesquisa perguntou ainda se os entrevistados tomarão a “vacina chinesa” (Coronavac) caso ela seja aprovada. A maioria, 62,4%, respondeu que sim, com destaque para os mais jovens, entre 16 e 24 anos, com 72,1%.

 

Outros 33,5% dos entrevistados responderam que não tomarão a Coronavac, mesmo que aprovada. Entre eles, se destacam os segmentos dos mais velhos, a partir dos 60 anos (41,2%), e dos homens (36,7%). Não souberam ou não opinaram, 4,1%.

 

O instituto também perguntou qual governante tem razão na discussão acerca da aprovação da “vacina chinesa”: o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que é resistente à aplicação da Coronavac no Brasil; ou o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que defende o uso imunizante. Enquanto 43,3% dos entrevistados dão razão ao chefe de estado brasileiro, 38,7% dá razão ao governante paulista, apresentando um empate técnico. Um total de 18% não souberam ou não opinaram.

 

CONFISCO

O Paraná Pesquisas perguntou ainda se o entrevistado é a favor ou contra o confisco, por parte do governo federal, de vacinas produzidas ou importadas pelos estados e municípios, para que a distribuição fique a cargo do Ministério da Saúde. Os brasileiros também se mostram bem divdidos quanto ao tema.

 

Enquanto 46,6% são a favor do confisco, outros 47,7% são contra. Não souberam ou não opinaram, 5,7%.

 

O debate, que também faz parte do embate político entre Bolsonaro e Dória, envolve também outros governadores, que solicitam uma distribuição igualitária das vacinas pelo país.

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