quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Após ato na porta de casa, Bruno Reis trata como 'injusta' pressão para retorno às aulas

 

Após ato na porta de casa, Bruno Reis trata como 'injusta' pressão para retorno às aulas
Foto: Valter Pontes/Secom

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), classificou como “injusta” a manifestação de pais de alunos na frente do condomínio onde ele mora, no Comércio, na noite desta terça-feira (17). Os manifestantes do movimento “Volta às Aula, Salvador”, pedia o retorno das aulas presenciais. “Já fiz manifestações na minha vida, mas nunca na porta de um governante por respeito a família e aos vizinhos”, comentou Bruno ao acrescentar que não estava em casa no momento do protesto.

 

“Pode fazer manifestação onde quiser que não está me dizendo nada. É um crime, uma irresponsabilidade defender, num momento desse, a retomada da educação”, enfatizou o chefe do Executivo de Salvador.

 

RETOMADA DAS AULAS E ‘CHUVA DE LIMINARES’

Bruno participou nesta terça-feira da terceira reunião sobre o retorno das aulas. Além dele, a discussão contou com a presença do governador da Bahia Rui Costa (PT), secretários municipais e estaduais de educação e saúde e prefeitos de outras cidades.

 

No encontro foram definidos três critérios que serão considerados para que as aulas possam ser retomadas no estado: estabilização do número de óbitos; ocupação de uti; e número de casos ativos. O percentual de cada um desses indicadores ainda vai ser estabelecido, sinalizou o prefeito de Salvador.

 

O protocolo será único entre redes estadual e municipais.

 

Os critérios serão apresentados ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Defensoria Pública e Ministério Público (MP-BA) em reunião nesta quarta. O objetivo, de acordo com o democrata, é validar junto a esses órgãos o protocolo e evitar uma “chuva de liminares”.

 

“Para evitar chuva de liminares, e que aconteça o que houve em São Paulo com todo dia uma decisão diferente. Vamos apresentar ao MP, TJ-BA e Defensoria”, justificou o prefeito.

 

Nos últimos dias o TJ-BA acabou o pedido de derrubada de duas liminares que determinaram o retorno presencial da educação no estado. Uma que dizia respeito a todas as escolas e estabelecia o prazo até 1º de março, e outra que beneficiava as escolas particulares de Salvador.


BN

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