quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Brasil: Inflação surreal, atingindo alimentos e combustíveis, falta de vacina; O que está acontecendo no país ? Veja visão do colunista Marcius Pirôpo

 

O Brasil tem passado dias difíceis, porém não é de hoje que a classe trabalhadora e menos favorecida sofre no país.

Atualmente estamos diante de um cenário de " Guerra", não só com a pandemia do COVID, como também entre poderes legislativo, executivo e judiciário; A falta de harmonia entre os poderes, tem abalado a estrutura de sustentação do Brasil.

Por um lado temos um país com mais de 14 milhões de desempregados, dados de 2020. Por outro lado temos trabalhadores que mal conseguem pagar suas contas com a inflação surreal que assola a nação a exemplo da alta dos alimentos e combustíveis.

Nosso site PIRÔPO NEWS, todos os dias tem relatado o sofrimento da população brasileira, tentando vencer o vírus que atacou o planeta e ficamos como meros expectadores, esperando que em Brasília as coisas funcionem e que possamos voltar a acreditar nas lindas palavras estampadas em nossa bandeira " Ordem e Progresso".

Estamos fora de ordem, vivendo quase uma " Anarquia", estamos na contramão do progresso, empresas fechando as portas, alta do dólar, violência desenfreada e sonhos sendo cancelados por falta de comando no país. Governo Federal e estados jogando um para o outro responsabilidades que são impossíveis ser sanadas individualmente a exemplo do ICMS sobre os combustíveis.

Estamos assistindo outros países, como Itália e Israel avançando na vacinação e retomando suas atividades, enquanto nós brasileiros, ficamos sem esperanças e com menos de 5% da população já vacinada.

O texto é para que possamos refletir, se realmente estamos próximos da realidade de 64 , onde demandas populares foram cruciais para o temido Golpe Militar.



Desde o golpe de 1964, não viamos um país tão dividido,  para quem não lembra ou não viveu na época entenda: 

Golpe militar de 1964

Após a Segunda Guerra Mundial l, um confronto político-ideológico entre os Estados Unidos (EUA) e a União Soviética (URSS) teve início, a Guerra Fria. Esse período foi marcado por grandes tensões, as quais se caracterizaram por embates ideológicos por parte de ambos os países: Estados Unidos (capitalismo) x União Soviética ( socialismo ). Assim, devido a essa tensão, muitos governos e forças políticas, apoiadores dos EUA, incitaram o medo na população de que havia uma ameaça comunista, representada por seguidores da URSS, assolando o país. Esse contexto se estendeu até 1991, ano que marca o fim da URSS.

Em meio a essa tensão internacional, o Brasil, em 1961, passava pelo governo de João Goulart, popularmente conhecido como Jango. Seu governo teve como pauta questões que atendiam demandas populares, como a realização da reforma agrária e o reajuste salarial. Por conta disso, seu governo não agradou a elite e a direita brasileira, a qual era representada pelo partido UDN e que vinha perdendo as eleições presidenciais desde 1945.

Assim, devido ao contexto político internacional da época, militares e políticos provocaram o medo na população brasileira de que Jango estaria tentando implantar um governo comunista no Brasil. A partir desse contexto, os militares justificaram o golpe como uma forma de impedir que o comunismo fosse instaurado no país e de restaurar a ordem que, supostamente, teria sido perdida.

Com isso, diversas forças sociais apoiaram o golpe militar de 1964: militares, grupos políticos de direita e civis. Os protagonistas do golpe não se juntaram por uma afinidade ideológica, mas sim como uma maneira de tirar a esquerda do poder. Além disso, por conta do medo instaurado na sociedade civil, muitos apoiaram o golpe por uma descrença em uma vertente política, o socialismo e a esquerda como um todo. Por esse motivo, a ditadura militar brasileira  foi marcada por uma não uniformidade, a qual se observa nas diferentes visões que os grupos que fizeram parte do golpe tinham no momento que assumiram o poder.

Exemplo dessa situação é a ideia da duração do regime. Grupos políticos de direita, como o partido UDN, acreditavam que a presença dos militares no poder seria passageira até que a ordem no país estivesse reestabelecida. Mesmo uma ala dos militares, chamada moderada, também pensava que esse era o caminho. No entanto, durante os primeiros anos do regime, a chamada linha dura dos militares se fortaleceu e assumiu o poder em 1968. Essa ala visava eliminar a oposição e limitar a vida pública, além de acreditarem que não era o momento de devolver o poder para os civis. Com isso, ocorreu o endurecimento do regime.

O bom de refletirmos o passado é entender o presente e pensar num futuro mais justo, mais democrático e sem imposições com armas; Precisamos de reformas políticas , precisamos de mais educação e de esperança para nossa nação.


Texto: Marcius Pirôpo - Colunista PIRÔPO NEWS

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