terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Pesquisa XP/Ipespe: Aponta avaliação positiva de Bolsonaro


Pesquisa XP/Ipespe: Avaliação positiva de Bolsonaro tem queda em fevereiro

A rodada de fevereiro da pesquisa XP/Ipespe apresentou que a reprovação da gestão do presidente Jair Bolsonaro segue em crescimento. O grupo dos que consideram a administração ruim ou péssima passou de 40% em janeiro para 42% neste mês. No mesmo sentido, oscilou de 32% para 30% os que veem o governo como bom ou ótimo. Este é o quarto levantamento consecutivo em que há aumento na avaliação negativa, que cresce desde outubro, quando atingia 31%.

 

A alta na reprovação é impulsionada principalmente pelo grupo dos mais pobres (entre os que ganham até dois salários mínimos ela saltou de 39% para 45%) e pelas regiões Norte, Centro-Oeste (32% para 40%) e Nordeste (43% para 48%). Foram realizadas 1.000 entrevistas de abrangência nacional, nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

 

O levantamento mostra também que teve piora residual a avaliação da atuação de Bolsonaro no combate ao coronavírus. Oscilou de 52% para 53% os que a veem como ruim ou péssima - percentual que cresce desde outubro, quando o grupo correspondia a 47%.

 

A avaliação positiva do presidente no combate à pandemia (22%) é pior que a de governadores (39%) e que a de prefeitos (41%). Em relação ao momento da pandemia, a pesquisa mostra uma melhor na percepção da população. Aumentou de 36% para 44% o grupo dos que dizem que o pior já passou (47% ainda acham que o pior está por vir) e caiu de 42% para 39% o percentual dos que dizem estar com muito medo. Sobre a imunização, passou de 69% para 77% os que dizem que com certeza irão se vacinar. 

 

Sobre o auxílio emergencial pago pelo governo, 53% acham que o governo deveria criar outro benefício semelhante por mais alguns meses e 17% acham que o Bolsa Família deveria ser ampliado. Quase a metade da população (49%), no entanto, acha que o governo não fará uma coisa nem outra. 

 

ELEIÇÕES 2022

Já na corrida para a presidência, Jair Bolsonaro segue à frente na corrida presidencial de 2022, com 28% das intenções de voto, mesmo número do levantamento de janeiro. Ele é seguido por Sergio Moro (12%), Fernando Haddad (12%) e Ciro Gomes (11%). Huck tem 7%, Boulos 6%, Doria 4%, Amoêdo 3% e Mandetta 3%.

 

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro aparece atrás de Moro, com 32% contra 36% de seu ex-ministro, e à frente dos demais concorrentes: Ciro Gomes (39% a 37%), Luciano Huck (37% a 33%), João Doria (37% a 30%), Fernando Haddad (41% a 36%) e Guilherme Boulos (42% a 31%). Moro aparece à frente do candidato petista por 43% a 29%.

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