sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

SAJ: Secretário de Saúde revela débito de mais de R$ 1 milhão deixados pela gestão de Rogério Andrade para empresa que fornece medicamentos

 

Em entrevista ao site Voz da Bahia, o secretário de saúde Dr. Leonel Cafezeiro relatou um grande débito da gestão passada Rogério Andrade que tem impedido realizar pedidos de medicamentos.

Os postos de saúde estão em falta de alguns medicamentos, diante desta situação, o secretário afirmou que este é um problema que não esperava, já que, segundo ele, o secretário da gestão anterior disse que as unidades estavam abastecidas e havia mostrado licitação para todos os medicamentos, porém, devido ao débito de mais de R$ 1 milhão de reais a empresa não fornecerá tais insumos. “Um processo licitatório não é simples, leva em média 45 dias. Quando conversei com o ex-secretário Leandro Lobo, ele me mostrou que havia licitação para todos os medicamentos e que alguns medicamentos tinham em estoque para 30 dias, que as unidades de saúde estavam abastecidas e que alguns medicações tinham para 60 dias. Esperei que fosse verdade, na realidade nem todas as unidades estavam abastecidas, as licitações existem realmente, mas os fornecedores não querem fornecer porque existe um débito de mais de um milhão de reais”, apontou.

O secretário expôs ainda outros débitos deixados pelo governo passado e disse ter conseguido pagar os débitos mais urgentes. Segundo ele, já foram pagos quase R$ 200 mil reais de débitos emergenciais. “É muito difícil legalmente pagar débito de uma gestão anterior, consegui uma autorização para pagar débitos mais urgentes, exemplo, desconta da folha de pagamento as pensões alimentícias durante dois meses e não repassaram para as mulheres que recebem isso, nós conseguimos pagar. Contas de telefone, não se admite que o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que tem a necessidade de um telefone esteja com a linha cortada por falta de pagamento, R$ 37 mil reais de contas de água atrasadas. Débito de medicamento é complicado porque o montante é grande e porque sumiram notas fiscais da secretaria, não encontrei o empenho. Estamos fazendo dispensa de licitação como saída, mas mesmo com essa dispensa é um pouco complicado. Há um limite, o gasto de medicação é muito grande, temos encontrado o apoio do procurador interessado na resolução. Os problemas da saúde são inadiáveis. Espero que sanemos tudo isso, mas vocês não imaginam o que temos enfrentado”, desabafou. 


Editado por News SAJ/Texto Voz da Bahia

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