sábado, 22 de maio de 2021

Agências da Bahia registram alta na procura de turistas que querem se vacinar nos EUA


Agências da Bahia registram alta na procura de turistas que querem se vacinar nos EUA

Com a lentidão no processo de vacinação no Brasil, agências de viagem na Bahia identificaram um crescimento no “turismo da vacina” rumo aos Estados Unidos, onde há imunização de pessoas sem o pedido de comprovante de residência.

 

Esta é uma constatação da Associação Brasileira de Agências de Viagens da Bahia (Abav-BA), que, mesmo sem dados numéricos, indica que o movimento aumentou nos últimos meses.

 

"Oficialmente, eles não abriram para este turismo de viagem, mas está sendo feito nos Estados Unidos, porque eles estão com a vacinação bastante avançada e não estão pedindo comprovante de residência", explica Ângela Carvalho, presidente da associação, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Segundo a dirigente, os pacotes vendidos incluem, principalmente, viagens para Panamá e México. Isto porque, para entrar em território norte-americano, é necessário que estrangeiros realizem quarentena de, ao menos, 14 dias em outros países – neste contexto, o local mais requisitado pelos baianos é Cancun, um dos destinos turísticos mais conhecidos no México.

 

“Eu posso dizer, que, na minha agência, temos alguns clientes que fizeram isso e que voltaram vacinados. Ficaram 14 dias em Cancun e foram para os Estados Unidos. Tem algumas questões. Tem que ter disponibilidade financeira e de tempo. Porque, se estiver nos Estados Unidos e tomar a vacina da Janssen, é uma dose só. Mas, se for, por acaso, só a da Moderna ou a da Pfizer, a segunda dose só depois de 21 dias", pontuou.

 

A representante da Abav-BA também sinalizou preocupação com a publicidade de algumas agências que, para atrair clientes, estampam em campanhas a possibilidade da vacinação nos EUA.

 

"É sempre com deixar claro que a agência só é responsável por aqueles serviços que ela presta: a conta da passagem aérea, a hospedagem, os serviços. Mas a agência não é responsável e nem garante que a pessoa vai se vacinar", alertou.

 

Ela explica que, por conta disto, vem recomendado que as empresas evitem fazer propaganda com base na imunização. "Tudo muda de um dia para o outro. De repente, os Estados Unidos podem exigir o comprovante de residência. Portanto, não podemos garantir que a pessoa vai se vacinar. Hoje, a pessoa pode se vacinar. Daqui a uma semana, não sei. Temos sempre que deixar claro que não nos responsabilizamos por isto", concluiu.

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