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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Após encontro com delegadas, comissão da AL-BA cobra agilidade para 'caso Atakarejo


Após encontro com delegadas, comissão da AL-BA cobra agilidade para 'caso Atakarejo'

A Polícia Civil já tem uma linha de investigação sobre a morte de dois homens negros, Bruno Barros e Yan Barros, mortos após terem furtado 5 quilos de carne no Atacadão Atakarejo no último dia 26 de abril, em Amaralina, região da orla de Salvador


De acordo com o deputado estadual Jacó (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa (AL-BA), os delegados que acompanham o caso "já pegaram o fio da meada". 

 

A fala do parlamentar acontece após uma reunião entre representantes da comissão do legislativo estadual com as delegadas Zaira Pimentel e Andreia Ribeiro, designadas para o caso juntamente com o delegado André Garcia.

 

"[Nos disseram] que as investigações já estão sendo feitas, há diligências e elas nos afirmaram que também tem outro delegado, André Garcia. Eles nos disseram com muita convicção que vão elucidar esse caso. A impressão que tivemos quando saímos de lá é que estão trabalhando bastante", explicou Jacó.

 

Segundo Jacó, a polícia agora está se debruçando no trabalho de elaboração do inquérito. De acordo com ele, a equipe está se esforçando em reunir as informações coletadas e apresentá-las de maneira técnica. "Estão fazendo tudo com a maior preocupação possível", afirmou, acrescentando que a equipe não divulgou detalhes sobre a investigação durante a reunião.

 

Encontrados mortos no porta-malas de um carro na comunidade da Polêmica, os corpos de Yan e Bruno foram localizados com requintes de crueldade após terem sido entregues a traficantes do Nordeste de Amaralina pelo gerente do supermercado e seguranças do estabelecimento. 


"Ao invés de ligar para a polícia, ligaram para o tráfico. Isso é algo que não cabe. É algo que está deixando todo mundo perplexo", comentou o deputado sobre o ocorrido. 

 

Mensagens de WhatsApp mostram que um valor chegou a ser negociado entre amigos e familiares antes que os dois fossem mortos. A quantia seria referente ao preço das peças de carne furtadas.

 

Em conversa com o Bahia Notícias, Jacó disse que vai contatar a família e informá-los sobre os repasses da reunião com a Polícia Civil. O próximo passo da comissão, adiantou, é marcar uma audiência com a chefe da corporação para dialogar sobre o acompanhamento do caso. "Esse crime não pode ficar impune", indignou-se.

 

A Comissão de Direitos Humanos também deve apresentar, com a conclusão do inquérito, uma denúncia ao Ministério Público (MP-BA). Na última sexta-feira (30) a AL-BA aprovou uma moção de repúdio contra o assassinato dos dois jovens. O documento classifica os executores de Yan e Bruno como um "tribunal de exceção".


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