domingo, 23 de maio de 2021

Com cautela e planejamento, Bahia de Feira sonha em chegar na Série A do Brasileiro


Com cautela e planejamento, Bahia de Feira sonha em chegar na Série A do Brasileiro

Campeão baiano em 2011 e vice em 2019, o Bahia de Feira volta a decidir o Campeonato Baiano neste domingo (23) diante do Atlético de Alagoinhas. É mais um passo da dado pela atual diretoria que assumiu o comando do clube em 2009 e desde então começou investindo na construção de uma grande estrutura que conta com estádio, alojamento e centro de treinamento. Em entrevista ao programa BN na Bola, da rádio Salvador FM 92.3, na noite desta sexta-feira (21), o presidente Jodilton Souza disse sonhar com voos mais altos. Com muito planejamento e cautela, por se tratar da incógnita chamada futebol, o Tremendão quer se transformar numa grande força estadual e até do cenário nacional. 

 

"Se me perguntar o que vou fazer com as faculdades, sei o que vou fazer e vai acontecer. Agora no futebol, a gente planeja, projeta e nem sempre depende da gente, cada partida é uma história. Mas eu acho que hoje o Bahia de Feira está preparado para ser uma grande força do cenário baiano e, que sabe, nacional", declarou.

 

Após o investimento na estruturação da agremiação, a diretoria canaliza seus esforços na montagem da comissão técnica e elenco. No início deste ano, trouxe o técnico Oliveira Canindé que tem no currículo, títulos importantes como a Série D de 2010, a Copa do Nordeste de 2013, além de trazer na bagagem experiências em vários clubes nordestinos. No sonho, também está um acesso à Série A do Brasileirão.

 

"Acho que estamos num momento de pensar mais alto. Para isso, nós fomos buscar um treinador vencedor, que já ganhou Copa do Nordeste, que já ganhou campeonatos do Nordeste, conhece muito bem a estrutura do Nordeste e em cima disso estamos pleiteando subir degraus que o futebol pode nos levar, seja para uma Série C, para uma Série B, e quiçá até uma Série A. Não vejo nada impossível, já que Chapecó tem um time na Série A, por que Feira de Santana com quase 1 milhão de habitantes não possa ter na Série A? Então esse é o planejamento que estamos agora pleitando, para que o Bahia de Feira possa realmente buscar um espaço mais notável no cenário nacional", disse.

Oliveira Canindé | Foto: Divulgação / Bahia de Feira

 

Após o Baianão, o Bahia de Feira voltará suas atenções para a disputa da Série D do Brasileiro. A equipe está no Grupo A4 ao lado do ASA-AL, Atlético de Alagoinhas, Itabaiana-SE, Juazeirense, Murici-AL, Retrô-PE e Sergipe. E o Tremendão tem o seu planejamento traçado para a competição nacional, cuja estreia está marcada para o dia 5 de junho, contra o Sergipe, na Arena Cajueiro. 

 

"Eu tenho discutido com Thiago e com Oliveira Canindé. Nós renovamos o contrato com ele até o final do ano", comentou. "Quando nós pensamos por exemplo na Série D, nós temos hoje 20 e poucos atletas, com mais 10 da base que compõem o grupo de 34. Já decidimos que vamos ficar com 14 e aí fomos buscar para completar. Já contratamos quatro, sempre eu, ele e Thiago. A gente montou a equipe só para a Série D. Porque se nós formos campeões teremos a Copa do Nordeste. Eu não vou arriscar disputar a Copa do Nordeste, Copa do Brasil e o Baiano com uma equipe só. Vou ter que ter uma super equipe com 40, 50 atletas no mesmo nível para que eu possa fazer uma boa competição no Nordeste e no Baiano também fazer uma grande competição. O Baiano é que nos dá os recursos para que a gente possa ter uma competição nacional, porque quando você pega uma Copa do Brasil ganha uma boa receita, a Copa do Nordeste tem uma boa receita, boa visibilidade. O que nós queremos é fazer uma grande Série D para quem sabe, chegar na C. Se eu chegar na C, vou fazer um investimento dobrado, temos separado esse recurso, para ir para uma Série B. Quando chegarmos na B, vou definir se vamos comprar ou ficar vendendo jogador, fazendo boas partidas. Tudo é um planejamento à médio e longo prazo. Nós estamos muito otimistas com futebol e também não sou mais menino, já tenho 60 e poucos anos, não posso demorar muito senão não vejo o Bahia de Feira numa série boa, vou deixar para os netos e filhos. Mas acho que está bem planejado, bem projetado, temos nossa casa boa, não é nada grande, nada de ostentação, mas é muito prática, organizada", completou.

 

O jogo de volta da final do Baianão entre Bahia de Feira e Atlético de Alagoinhas está marcado para começar às 16h. Após empatarem o primeiro duelo em 2 a 2, quem vencer levanta o troféu, enquanto uma nova igualdade no placar leva a decisão para os pênaltis. O palco será a Arena Cajueiro, casa do Tremendão, o que é mais um motivo de orgulho para Jodilton Souza.

 

"Agora mais uma vez chegamos nessa final e o importante para a gente e alegria é que é uma final no interior da Bahia com dois clubes do interior da Bahia coisa que há mais de 50 anos que não acontece de Bahia e Vitória estarem fora da final. E disputar no estádio que construímos. Então, passa a ser um legado interessante esse projeto", finalizou.

 

Confira a entrevista de Jodilton ao programa BN na Bola:

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