domingo, 6 de junho de 2021

Sem testes, Brasil rastreia mal novas variantes e pandemia sai do controle ( VEJA TABELA DE 17 PAÍSES )

 



Apesar do aparecimento de novas cepas do coronavírus e do risco de o país entrar em outra onda de contaminações, o Brasil aplicou poucos testes em sua população em comparação com outros países do mundo. Além de ajudar a controlar a pandemia, a testagem em massa oferece aos laboratórios o material genético necessário para sequenciar o vírus em busca de novas variantes.

Desde o início da crise sanitária, estados e municípios aplicaram 49,4 milhões de testes, segundo levantamento da Info Tracker —plataforma de monitoramento da pandemia das universidades estaduais paulistas USP e Unesp—, que comparou a marca com a de outros países e descobriu que o Brasil é o penúltimo colocado em um ranking que mede a chamada Taxa de Positividade.

Esse índice é uma métrica epidemiológica que mensura o quanto uma região está testando sua população. Ela é obtida a partir do número de casos positivos dividido pelo total de testes aplicados.

"De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), uma taxa de positividade inferior a 5% indica que a epidemia está sob controle", diz o professor da Unesp e coordenador da Info Tracker, Wallace Casaca. "No Brasil essa taxa é de 34,3%."



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