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terça-feira, 3 de agosto de 2021

Em 2020; Moradores de Cajazeiras relataram aumentos de até 350% nas contas de energia elétrica; Na época Coelba disse que houve erro VEJA

 



Famílias que moram na Rua Dezenove de Maio, no loteamento Santo Antônio, bairro de Cajazeiras 11, em Salvador, reclamaram do valor abusivo cobrado nas contas de energia elétrica, nem 2020. Em algumas casas, o aumento, com relação a meses anteriores, passa dos 350%.

Uma dessas moradoras é a dona de casa Alessandra Silva, que teve o maior aumento entre as contas. Ela, que pagava uma média de R$ 160 reais, tomou um susto com a conta de março: R$735. O aumento foi superior a 350%.

“A gente economiza tanto, para vir num valor mais baixo, e mesmo assim vem esse valor aqui. O sistema nervoso da gente fica abalado. A gente gasta um dinheiro de transporte que às vezes a gente não tem, para resolver a situação”, disse Alessandra.

Cerca de 50 famílias na mesma rua relataram o mesmo problema. Na residência da também dona de casa Michele Oliveira, o aumento foi superior a 300%.

Com poucos eletrodomésticos, entre eles sanduicheira, televisão, microondas e geladeira, Michele não vê justificativa para o valor exorbitante na conta, que passou de R$ 80 para R$ 682. Ela mora apenas com o marido e a filha, de três meses.

“Tudo sempre fica fora da tomada, [uso] somente quando vou esquentar alguma coisa. A geladeira que é de uso contínuo, a gente não pode ficar desligando, mas fora isso é tudo sempre economizando. Eu não tive nem reação, porque primeiro que eu não trabalho, quem trabalha é meu esposo, mas não é de carteira assinada. E aí chega um valor desse aqui, a gente tomou um susto. A gente nem sabe o que fazer. É triste, porque a gente que mora em uma comunidade, que não tem condições de fazer o pagamento de uma conta desse valor, chega a se assustar. Isso não é normal", desabafou Michele.

A maioria dos moradores na época conseguiram registrar o caso junto à Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba). A manicure Maura Cardoso foi uma das poucas que não conseguiu fazer o registro. Na casa dela, a conta saltou de R$ 195 para R$ 690.

“Eu liguei ano passado, só que não consegui ser atendida. Eles ficaram colocando aquela musiquinha e a ligação caia. Você tenta de novo e a ligação cai. Na época eu retornei a ligar, pela manhã, a atendente me disse que o sistema estava fora do ar e que eu ligasse a partir das 14h. Eu fiquei a tarde toda ligando e, quando eu ligava, eles falavam que eu já fiz a reclamação, mas eu não conseguia fazer a reclamação", disse.

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