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Terreiro em Eunápolis sofre segundo ataque motivado por ódio religioso

 Filho da casa acusa grupo de evangélicosFilho da casa acusa um grupo de membros de uma igreja evangélica pelo ato.

Um filho do terreiro de candomblé Logun Edé, localizado no bairro Juca Rosa, em Eunápolis, utilizou as redes sociais para denunciar mais um ataque motivado por ódio religioso sofrido pela casa na noite desta segunda-feira (14). Segundo reportagem do Correio 24 Horas, em um vídeo em seu perfil no Instagram, Wilver Moreira relata a destruição de um “assentamento de exu”. Ele acusa um grupo de membros de uma igreja evangélica pelo ato . Os evangélicos seriam, segundo ele, parte do mesmo grupo que parou em frente ao terreiro no domingo (13) e iniciou uma pregação com apoio de um carro de som.

“Nesta segunda à noite estamos fazendo uma obrigação de recolhimento de um irmão nosso eles vieram aqui e destruíram o assentamento de exu na nossa porta. Nenhum filho de santo anda em porta de igreja fazendo qualquer tipo de protesto contra as religiões deles porque acreditamos na liberdade religiosa, acreditamos que todos tem o direito de professar a sua fé, seja ela qual for”, diz.

Para os membros do candomblé, os assentamentos são locais sagrados, por onde passa a energia dos orixás em um ritual sagrado. Os objetos de cada assentamento, também considerados sagrados, estão vinculados à entidade para a qual é dedicado aquele espaço. O terreiro Logun Edé existe no bairro há 43 anos e o assentamento violado fica em frente à casa religiosa.

No domingo, o grupo de evangélicos já havia tentado destruir o local. No momento em que os atos de intolerância começaram, a mãe de santo responsável pelo terreiro, Luziene Almeida Silva, recebia alguns filhos de santo e convidados no terreiro. Por volta das 15h, um grupo de aproximadamente 30 fiéis da igreja, localizada no mesmo bairro, parou na esquina e começou a pregar com o carro de som.

A confusão se agravou depois que filhos do terreiro tentaram impedir que o assentamento fosse violado. A mãe de santo tentou afastar os agressores. A Polícia Militar foi acionada, mas não enviou viatura para o local.

Nas redes sociais, Wilver Moreira não diz se voltaram a acionar a polícia nesta segunda.




RADAR64




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