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Pastor evangélico, acusado de golpes ostentava vida de luxo em Goiás: ‘Ia para cultos de helicóptero’, diz delegado

 



A investigação da Polícia Civil mostrou que o pastor Osório José Lopes, acusado de estelionato, ostentava uma vida de luxo em Goiás com dinheiro obtido através de golpes. De acordo com o delegado Marco Antônio Maia, o religioso chegava a usar um helicóptero para fazer um trajeto de cerca de 180 km na região central goiana.

“Em Leopoldo de Bulhões, ele tinha uma casa de luxo e ia de helicóptero para os cultos em Goianésia. Usava carros de luxo e tinha seguranças, jóias. Essa aeronave era alugada, usava só para enganar os fiéis”, explicou o investigador.

g1 entrou em contato com a defesa do pastor por e-mail às 10h38 desta segunda-feira (14), mas não obteve retorno até a ultima atualização desta reportagem.

A ostentação e a promessa de dinheiro rápido chamaram a atenção da polícia, segundo Marco Antônio. Em 2018, Osório e outro pastor foram presos suspeitos de obter R$ 15 milhões aplicando golpes em fiéis de Goianésia. O investigador relatou que no mesmo ano o religioso se tornou réu pelo processo, que responde em liberdade.

Conforme a polícia, a dupla alegava que havia ganhado um título de R$ 1 bilhão, mas precisava reunir fundos para conseguir recebê-lo. Osório ficou preso por 30 dias e, segundo o delegado, ele se mudou para São Paulo após sair da prisão em 2018.

“Ele saiu de Goiás e tentou evitar vítimas aqui porque a polícia já investigava. Agora com as redes sociais, ele fez vítimas em todos os estados do país”, falou o delegado.


 O Fantástico mostrou neste domingo (13) as histórias das vítimas do pastor que foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo, na última sexta-feira (11), pelo crime de estelionato. Osório não quis gravar entrevista, mas publicou um vídeo na internet se posicionado.

“Não tenho vergonha de dizer que lá atrás eu fiz coisas erradas. Erradas porque não tive orientação jurídica. Estamos entrando com recursos para provar que somos inocentes. Eu nunca neguei que tenho as minhas dívidas e tenho os meus combinados, que não foram ainda cumpridos mas espera de ser cumpridos, muito breve", falou o pastor.

O investigado fala que tem dinheiro no “Tesouro Mundial” e quer repartir, mas para isso, pede ajuda financeira dos fiéis. Apesar de se apresentar como pastor, ele não é ligado a uma igreja.


G1

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