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CAFÉ COM PIRÔPO: A LUTA CONTRA O RACISMO E O APOIO A REPARAÇÃO

 




Que a luta contra o racismo, sejam os 12 meses do ano e não apenas no mês de novembro; Que possamos refletir no passado sombrio escrito por nossos ancestrais, quando num passado não tão distante, escravizaram nossos irmãos africanos.

Teólogos escravocratas da antiguidade usaram a própria bíblia para justificar o racismo, usando trechos de passagens bíblicas para insinuar "castigos divinos" ao povo negro; A exemplo quando usam a tal "marca de Caim" ou até mesmo quando Noé diz que Canaã seria escravo de seus irmãos, com tais "teólogos", insisuando que a África seria a tal Canaã amaldiçoada. Não são apenas diversas passagens bíblicas interpretadas por racistas que levaram a humanidade a cometer atrocidades com nossos irmãos africanos; A maldade dos homens e mulheres sem caráter, sem escrúpulos, fizeram de nosso passado algo vergonhoso, desumano e cruel.

E ainda hoje é possível presenciar esse ódio, essa crueldade quando "cristãos" endemonizam as religiões de Matriz Africana.

Como ser humano sinto vergonha de nossa história, me pergunto sempre: Como pode um ser humano escravizar outro ser humano ?

A Lei Áurea de nº 3.353, sancionada pela Princesa Isabel, filha de Dom Pedro II, em13 de maio de 1888, foi uma grande conquista para nossos irmãos escravizados na época e ao mesmo tempo foi o começo de muito sofrimento, sem direitos trabalhistas, sem acolhimento, sem perspectiva e abandonados a própria sorte; Por esse motivo é preciso reforçar a REPARAÇÃO, para assim combatermos as desigualdades sociais, a exemplo da garantia das quotas nas universidades sendo uma luta de brancos e negros consciêntes dos horrores vividos por nossos irmãos africanos em solo brasileiro.

Reparar é Construir pontes que aproximem as realidades de brancos e negros no Brasil e esse é um desafio monumental da engenharia social e econômica.

Nossos irmãos índios também precisam de nosso apoio e breve voltaremos com mais um Café com Pirôpo, para abordar a luta dos povos indígenas.



Texto: Marcius Pirôpo, Delegado Defensor dos Direitos Humanos.

Veja nossa cerimônia de posse nos Direitos Humanos





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