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Centro de Referência e Atenção à Mulher oferece proteção às vítimas de violência no Festival Virada Salvador

Foto: Bruno Concha / Secom PMS


Visando garantir acolhimento e proteção às mulheres vítimas de violência no Festival Virada Salvador 2024, a Prefeitura montou um Centro de Referência de Atenção à Mulher (CRAM), voltado para o público feminino, na Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio. Nos dois primeiros dias de festa, mais de 400 mulheres passaram pelo local, que realizou 153 atendimentos psicossociais e jurídicos.

Neste período, foram registrados 43 casos de importunação sexual, 10 de assédio e um de violência moral. O espaço está localizado em frente ao Palco Brisa Divas, ao lado do módulo da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Conselho Tutelar e conta com uma equipe formada por psicólogos, assistentes sociais e profissionais jurídicos que prestam as primeiras orientações às vítimas.

Uma mulher que preferiu manter o anonimato buscou orientações no CRAM, na noite da última sexta-feira (29). "É muito importante ter um espaço para cuidar de nós. Estou aqui para saber mais detalhes do funcionamento. Às vezes tem alguém sofrendo alguma violência perto da gente e podemos ajudar orientando para buscar o posto. Não existe isso de não meter a colher, pode e deve. A gente tem que se unir para defender todas as mulheres", disse a foliã que fez questão de conversar com os profissionais do posto e pegar o folder explicativo.

A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) de Salvador, Fernanda Lordêlo, reforça a importância do serviço no Festival. “Infelizmente, os espaços festivos são mais comuns para impulsionar alguns atos de violência e o CRAM funciona justamente para acolher as possíveis mulheres vítimas dessas violências e garantir um suporte para que elas possam sinalizar a violência, dando possibilidades para que elas possam compreender e encerrar esse ciclo”, explica a gestora.

O Serviço funciona com apoio da Guarda Civil Municipal de Salvador (GCM) e envolve mais de 120 profissionais, contando ainda com a contribuição dos conselheiros tutelares. Além disso, equipes de abordagem circulam pela arena entregando o “Violentômetro”, um folheto que traz uma escala com os graus de violência que uma mulher pode sofrer, desde o xingamento até o feminicídio.

O Centro De Atendimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce (CAMSID), também atua com funcionamento ininterrupto de 24h, como suporte para acolhimento provisório das vítimas. A Casa da Mulher Brasileira também está preparada para atender casos que necessitem de deslocamento.


Reportagem: Letícia Silva / Secom PMS

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