A ideia de que a Bíblia é um guia moral inquestionável desmorona diante de uma leitura honesta de seus próprios textos. O que muitos chamam de "Sagrado", na verdade, contém manuais de guerra, regulamentação da escravidão e ordens de extermínio que fariam qualquer tribunal moderno condenar seus autores por crimes contra a humanidade.
O projeto "Bíblia para Adultos" surge para rasgar o véu da hipocrisia e exigir: crianças não devem ter acesso a esse conteúdo.
1. O Manual da Tortura contra Escravizados
Diferente do que se prega, a Bíblia não apenas permite a escravidão, mas ensina como o senhor deve tratar seu "bem móvel". Em Êxodo, a vida humana é reduzida a valor monetário.
O Texto: "Se alguém ferir a seu servo... com vara, e morrer debaixo da sua mão, certamente será castigado; porém, se sobreviver um ou dois dias, não será castigado, porque é seu dinheiro." (Êxodo 21:20-21)
A Realidade: O texto autoriza o espancamento, desde que a vítima não morra imediatamente. É a institucionalização da tortura baseada no direito de propriedade sobre outro ser humano.
2. O Genocídio e a Exploração de Meninas
O capítulo 31 de Números é, talvez, o registro mais sombrio de limpeza étnica e violência sexual de guerra dentro do texto bíblico.
O Texto: "Matai todos os homens entre as crianças, e matai toda a mulher que conheceu algum homem... Porém, todas as meninas que não conheceram algum homem... deixai-as viver para vós." (Números 31:17-18)
A Realidade: A ordem é clara: extermínio de bebês e meninos, execução de mães e a entrega de meninas virgens aos soldados. Não há metáfora que apague o incentivo ao estupro e à escravidão infantil.
3. O Massacre das Crianças por Zombaria
A punição divina descrita em 2 Reis mostra um Deus que não tolera a irreverência juvenil, respondendo com mutilação letal.
O Texto: "Uns rapazitos... zombavam dele [Eliseu]... e ele os amaldiçoou no nome do Senhor; então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles rapazes." (2 Reis 2:23-24)
Conclusão: Um Absurdo no Ambiente Escolar
Como podemos aceitar a Bíblia em escolas e bibliotecas infantis quando ela contém:
Regulamentação de maus-tratos a escravos;
Ordens de infanticídio e extermínio;
Exploração sexual de sobreviventes de guerra.
A Bíblia deve ser tratada como um documento histórico bruto, de acesso restrito a adultos capazes de discernir a violência de um povo antigo. Expor crianças a esses relatos como se fossem "vontade divina" é uma violação psicológica e um retrocesso civilizatório.
Amparados pelo Artigo 220 da Constituição Federal, denunciamos: a proteção da infância deve vir antes do dogma religioso.

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