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| imagem ilustrativa google |
Com pouco mais de 7 mil habitantes, município vê gastos com pavimentação dispararem em janeiro de 2026; entenda os números.
O ano de 2026 mal começou e a gestão municipal de Muniz Ferreira já colocou a pavimentação asfáltica como prioridade máxima — ao menos no que diz respeito ao orçamento. Dois movimentos financeiros recentes chamam a atenção pela proximidade de datas e pelos valores envolvidos: um termo aditivo de mais de R$ 600 mil em um contrato antigo e a abertura de uma nova concorrência pública (nº 001/2026) para o mesmo serviço.
A conta que não fecha
Segundo dados oficiais do IBGE, Muniz Ferreira possui uma população estimada em 7.453 habitantes. Quando analisamos os valores destinados à pavimentação nos últimos dias, o montante impressiona:
Aditivo Contratual: Aprox. R$ 600.000,00 (para empresa já contratada).
Nova Licitação (001/2026): Estimada em R$ 640.765,00.
Total: Mais de R$ 1,24 milhão.
Na prática, isso representa um investimento de aproximadamente R$ 166,00 por habitante apenas nestas duas movimentações. Para uma cidade de pequeno porte, o volume de recursos levanta questionamentos sobre a fiscalização e a real necessidade de novos contratos enquanto os antigos ainda recebem aportes financeiros significativos.
A nova licitação, publicada em 21 de janeiro de 2026, possui um edital complexo com mais de 200 páginas, o que dificulta o acompanhamento por parte da sociedade civil. O objeto é a contratação de empresa de engenharia para pavimentar ruas como a Abílio César, Rogério Leite e trechos do Centro (como as travessas da Rua Maria Costa Brito).
A dúvida que paira entre os moradores é se o aditivo de R$ 600 mil concedido recentemente à empresa que já atua na cidade possui alguma relação com as mesmas vias ou se a prefeitura pretende manter duas frentes de trabalho distintas para o mesmo fim.
É importante ressaltar que a divulgação desses dados é amparada pela Constituição Federal em seu Artigo 220, que veda qualquer restrição à liberdade de pensamento e de informação, e pela ADPF 130, na qual o Supremo Tribunal Federal reafirmou que a liberdade de imprensa é categoria de primeiríssima ordem.
Apesar do histórico de perseguição judicial, onde o Prefeito Professor Gileno já acionou o site PIRÔPO NEWS juridicamente por reportagens anteriores, o veículo reafirma seu compromisso com a verdade. O papel jornalístico de fiscalizar o uso do dinheiro público é um dever com o cidadão e não deve ser intimidado por tentativas de silenciamento.
Em cidades pequenas, a pavimentação é uma ferramenta política poderosa, mas também uma das áreas onde os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), mais encontram irregularidades.
A população agora aguarda esclarecimentos da prefeitura sobre:
Por que foi necessário um aditivo de R$ 600 mil no contrato vigente?
Por que abrir uma nova concorrência de valor quase idêntico ao aditivo em vez de concluir o que já estava em andamento?
Quais as metas de transparência para que o cidadão consiga ler as 200 páginas do edital de forma simplificada?

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