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ELEIÇÕES: 3.069 a 2.996: Sem a caneta na mão, soma dos deputados de Eunice e Márcio Maltez passa o candidato do Prefeito Benon em Nazaré

foto: Comendador Márcio Maltez , ex-prefeita Eunice juntos em evento/ Benon isolado


Por: Marcius Pirôpo / Redação Pirôpo News

A tentativa de construir uma narrativa triunfalista nos bastidores da Prefeitura ruiu no exato momento em que as urnas foram apuradas em Nazaré. Mesmo utilizando a caneta, a máquina pública operando a pleno vapor e um festival de nomeações promovido nos últimos meses para cooptar eleitores, o prefeito Benon saiu das urnas politicamente fragilizado e desidratado em sua base de apoio.

A matemática eleitoral é fria, implacável e desmascara o discurso oficial. O candidato a deputado estadual apadrinhado pelo prefeito, Vitor Azevedo, alcançou 2.996 votos. Para uma gestão que detém o orçamento municipal e a máquina de cargos comissionados, o resultado é um retumbante recado de insatisfação popular: a votação mínima projetada para o deputado da máquina era de pelo menos 4.000 votos nas urnas nazarenas.

Ao dissecarmos o quadro de votação para a Assembleia Legislativa (ALBA), o mito da "hegemonia" do gestor cai por terra:

  • Soma das forças de oposição (3.069 votos) supera o candidato do Prefeito (2.996 votos): Josafá Marinho, apoiado por Márcio Maltez (ex-segundo escalão na gestão Eunice Barreto e aliado ao grupo de Eunice), cravou 1.959 votos. Somados aos 1.110 votos de Luciano Simões Filho (apoiado pela ex-prefeita Eunice), a oposição alcançou 3.069 votos. Mesmo sem cargos, sem a caneta e sem a estrutura da prefeitura, a soma da oposição ultrapassou os 2.996 votos de Vitor Azevedo.

  • Vale ressaltar que o grupo da Ex-prefeita Eunice, liderado pelo ex-prefeito Isaac Filho, ficou fragmentado e livres cada liderança apoiando os candidatos de sua preferência; Ao contrário do grupo do Prefeito Benon com inúmeros cargos de confiança inclusive noemados a pouco tempo.

  • A força de Rogério Andrade no eleitorado dissidente: O grupo do ex-prefeito Milton Rabelo, que rompeu com a atual gestão, marchou com Rogério Andrade e garantiu expressivos 2.237 votos, ficando a poucos passos de ultrapassar o próprio nome do prefeito e comprovando a grande dispersão da base governista.

  • A miragem da transferência para Federal: Tentar se apropriar do resultado expressivo de Antônio Brito para deputado federal em Nazaré é uma falácia contábil. Antônio Brito é uma figura de trânsito amplo no município e recebeu o apoio direto de diversos grupos políticos regionais que romperam expressamente com Benon e nutrem rejeição à sua gestão. Como determinar quem de fato transferiu a maioria desses votos? A matemática exclui o prefeito dessa conta.

  • Espaço conquistado por forças externas: Candidatos com penetração local, a exemplo de Gazo (472 votos), abocanharam fatias preciosas do eleitorado. Isso refletiu diretamente o apoio que movimentos sociais e entidades esportivas deram a nomes de fora, após encontrarem portas fechadas no Paço Municipal — como a organização da Caminhada LGBT.

Para a redação do PIRÔPO NEWS, essa queda de desempenho não é surpresa. Trata-se do desfecho natural de um modelo de governança pautado no pedantismo, na arrogância e no abandono estrutural da cidade.

Bairros da periferia de Nazaré convivem diariamente com o acúmulo de lixo, matagais invadindo vias públicas e o descaso em serviços essenciais básicos. Em vez de dialogar e resolver as demandas do povo, o prefeito optou por perseguir e processar quem aponta as falhas da gestão. Benon processou cidadãos, moveu ação contra o Comendador Márcio Maltez e tentou calar o próprio site PIRÔPO NEWS. O eleitorado nazareno, no entanto, deu a resposta soberana nas urnas, mostrando que a cidade não aceita coronelismo moderno.


O estopim que escancarou o fisiologismo da gestão ocorreu dias antes do pleito, com a denúncia realizada diretamente no Plenário da Câmara Municipal pelo organizador do tradicional evento de Triciclismo.

Segundo a denúncia pública, o próprio prefeito teria informado que o seu deputado estadual não daria patrocínio ao evento tradicional do município sob o pretexto de que a festividade aconteceria após o período eleitoral. O episódio simbolizou, de forma escancarada, a priorização dos interesses eleitoreiros em detrimento das tradições e da cultura de Nazaré.

As urnas deram o recado: a caneta oficial pode contratar nomeações provisórias, mas não compra o voto consciente da população nazarena. A contagem dos votos encerrou o discurso de favoritismo e abriu o cenário para a reorganização das forças políticas na cidade.

Com base na ADPF 130 do STF e no Artigo 220 da Constituição Federal, que resguardam de forma plena a liberdade de imprensa, o direito à informação e o livre exercício do jornalismo opinativo, o PIRÔPO NEWS reafirma seu compromisso inegociável de continuar fiscalizando o poder público e dando voz às demandas da população de Nazaré.


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Marcius Pirôpo Campeão Mundial

PIRÔPO NEWS BAHIA

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