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Por Marcius Pirôpo
A simples possibilidade de uma candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto acendeu o sinal de alerta e movimentou intensamente os bastidores de Brasília. O grande tema que domina as conversas e especulações políticas é o eventual retorno apoteótico de figuras de proeminência da direita que hoje enfrentam inquéritos, ordens de prisão e medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Vale ressaltar: tudo até aqui não passa de mera especulação nos corredores do poder, visto que o senador Flávio Bolsonaro não fez qualquer pronunciamento oficial confirmando ou tratando desses nomes. No entanto, analistas projetam que uma hipotética mudança de comando no Executivo federal traria um cenário de anistia e uma reorganização drástica no topo do Governo.
O Tabuleiro das Especulações: Quem são os nomes cotados?
Jair Bolsonaro (Ex-Presidente): O nome mais impactante na mesa de apostas políticas. Especula-se a possibilidade do próprio ex-presidente assumir um ministério de peso — como a Casa Civil ou o Ministério da Defesa. Além do papel de conselheiro sênior do governo do filho, a nomeação para uma pasta ministerial concederia a ele foro privilegiado no STF.
Eduardo Bolsonaro (ex-Escrivão da PF e ex-Deputado): Embora sua formação na Polícia Federal gerasse especulações sobre a chefia da corporação, a legislação (Lei 13.047/2014) exige que o Diretor-Geral da PF seja um Delegado de Classe Especial. Diante disso, seu nome é ventilado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública — tornando-se o chefe político superior da própria PF — ou para o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).
Allan dos Santos (Jornalista no Exílio): Radicado nos EUA e alvo de ordens de prisão e bloqueio de redes, o criador do Terça Livre surge no radar de apostas para a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (SECOM) ou o Ministério das Comunicações, simbolizando uma forte resposta no campo midiático.
Daniel Silveira (Ex-Deputado Federal): Um dos nomes mais ostensivos no confronto com o Judiciário, é lembrado por aliados para pastas de articulação ou segurança interna, como a Secretaria de Governo.
Carla Zambelli (Ex-Deputada Federal): Envolvida em longos imbróglios jurídicos, é cotada por simpatizantes para assumir setores voltados a Direitos Humanos e Políticas Sociais.
Anistia, Desafio ao Judiciário ou Reequilíbrio?
Para a militância e apoiadores conservadores, ver o ex-presidente e seus aliados mais fiéis no topo de ministérios seria a consagração da liberdade de expressão e a reparação do que apontam como perseguição judicial. Já para setores da oposição e juristas, tal composição seria interpretada como uma afronta direta às decisões expedidas pela Suprema Corte.
Fato é que, mesmo sem qualquer sinalização ou confirmação por parte de Flávio Bolsonaro, o simples rumor de uma gestão composta por esse time promete inflamar os debates até o pleito.
Resta a pergunta: Essa formação de ministérios seria o reequilíbrio das forças democráticas ou o estopim de uma crise institucional sem precedentes no país?
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