Últimas Notícias



NOTA PREMIADA BAHIA 2026



Federais evitam comentar intervenção do MEC em vagas reservadas para trans na Unilab



Federais evitam comentar intervenção do MEC em vagas reservadas para trans na Unilab
Universidades federais da Bahia que possuem políticas de ações afirmativas e, assim com a   Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), reservam vagas para candidatos transexuais, travestis, intersexuais e pessoas não binárias, preferiram não se manifestar depois do anúncio do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que a Unilab foi alvo de intervenção do Ministério da Educação por tal prática .

A Universidade Federal da Bahia (Ufba), que foi umas das primeiras a serem alvo do contingenciamento de verbas pelo MEC, afirmou não ter um posicionamento sobre o tema "de antemão". A Ufba atribui o não-posicionamento ao fato da informação ter sido dada via publicação no Twitter, e não através de um comunicado oficial.

Em nota ao Bahia Notícias a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) afirmou que não "irá se manifestar a respeito no momento". Mas destacou que a UFSB, em resolução de 2018, passou a reservar política de ações afirmativas para os processos seletivos aos cursos de graduação de 1º e 2º ciclo a pessoas transexuais, travesits e transgêneros.

Membro da comunidade acadêmica da Unilab, o professor e cientista político Cláudio André Souza foi categórico ao classificar a maneira como ele e outros colegas receberam a notícia: "isso representa, para a gente, uma clara perseguição ideológica, sob uma perspectiva de que a universidade não deve se abrir para acolher esse segmento". "A gente vê dessa maneira, uma posição partidária, ideológica, que inclusive fere as principais questões dos direitos humanos", complementou o educador.

Cláudio André ainda esclareceu que o processo em quetsão não se trata de um vestibular, e sim de reserva de "vagas ociosas" para o público formado por  transexuais, travestis, intersexuais e pessoas não binárias. Tal processo baseia-se na oportunidade de pessoas deste grupo serem chamadas para vagas que não foram ocupadas na instituição. "Não é um processo seletivo comum, é o aproveitamento de vagas residuais, e houve todo um processo democrático, institucionalizado, de tomada de posição, de deliberação sobre essas vagas", argumentou Cláudio André.

"Não há uma pré-disposição para um público, o que há é o reconhecimento de que para o aproveitamento das vagas a gente pode fazer editais específicos para conseguir dialogar de uma forma democrática, republicana, com determinados segmentos da sociedade", analisou o cientista político. 

A reitoria da Unilab foi procurada pelo Bahia Notícias, mas até o fechamento desta reportagem não deu retorno.

por Jade Coelho / BN

Marcius Pirôpo Campeão Mundial

PIRÔPO NEWS BAHIA

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem