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Transexualidade é biológico, e família não deve sentir culpa

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foto de Jazz a menina que nasceu num corpo de menino

Muitas religiões descriminam e não aceitam essa condição humana, baseado na própria bíblia católica e cristã, seria impossível uma atuação demoníaca nessa condição em uma criança de apenas 3 anos, já que segundo a bíblia católica e cristã, essa tal entidade demoníaca jamais teria poder sobre uma criança.
No Budismo e no Kardecismo é mais fácil entender esse propósito de Deus, quando se refere a reencarnação da alma humana, trazendo para essa vida a condição da alma de outras vidas, um modo que Deus em sua infinita bondade, através de seu filho Jesus Cristo, dando oportunidade de remissão dos pecados, através da reencarnação. Novas experiências terrenas, para que a alma, consiga redenção, através de uma nova vida.  Essa seria a mais explicável tese religiosa sobre os trangêneros no mundo.

Jazz, a vida de uma menina transgênero



O QUE DIZ A CIÊNCIA :
Especialista explica por que algumas pessoas nascem transgênero e indica a quais comportamentos os pais devem se atentar


Tudo começa ainda no útero. Por volta da décima semana de gestação, as células que vêm formando o feto desenvolvem a genitália. A princípio, pênis indica um menino e vagina, uma menina. Depois, pela vigésima semana, a área do cérebro ligada à identidade de gênero começa a se formar. Se coincidir com o sexo biológico, nascerá uma pessoa cisgênero, ou seja, que se reconhece no sexo previamente formado. Se houver incongruência, nasce uma pessoa transgênero.
É assim que o psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, explica que a transgeneridade é uma questão biológica e depende dos hormônios que atuam durante a gestação. Com isso, ser trans não tem a ver com o meio e, portanto, não é motivo para os pais sentirem culpa pela "mudança" que ocorreu com o filho ou filha.
Entre os 2 e 3 anos de idade, todas as crianças começam a externar suas preferências, inclusive por atividades consideradas do gênero oposto. Mas como tudo nessa fase é vivido simbolicamente, o especialista afirma que muitas crianças que manifestam preferência oposta ao sexo biológico não vão se desenvolver como transexuais. O principal é notar se há permanência nesse interesse, em vez de ser apenas brincadeira, e buscar ajuda se houver dúvida.
"A grande questão para os pais é perceber que a criança busca referência no outro universo. Enrola fralda na cabeça para simular cabelo feminino, maquiagem, ou no universo masculino. Se os pais têm dúvidas, têm de buscar um profissional que trabalha com a questão, não para caracterizar como problema, mas para facilitar o que está acontecendo", diz Saadeh.
Para o Conselho Federal de Psicologia, o transtorno de personalidade de gênero não é uma doença, e os profissionais são orientados a atuar nesse sentido. Um estudo publicado em 2016 na revista médica britânica The Lancet Psychiatry demonstrou que a transgeneridade não é patologia e reforçou o objetivo de retirá-la da classificação de transtornos mentais da Organização Mundial da Saúde.
Segundo o psiquiatra, a busca por um profissional é pelo fato de este ter um olhar mais apurado e, assim, poder afirmar algo sobre o desenvolvimento da criança. "Alguns casos são complexos, as famílias são difíceis, o que torna difícil afirmar qualquer coisa, porque envolve questões morais, éticas e religiosas", conta.
No ambulatório, são atendidos tanto transexuais quanto pessoas com outros transtornos de identidade. Em grupo e com as famílias, eles discutem questões dos transgêneros e, quando necessário, são encaminhados para outros tratamentos. É o caso de Melissa Doblado, de 12 anos, que faz bloqueio da puberdade para que características masculinas não se desenvolvam no corpo. Até os 16 anos, ela continuará com o procedimento e sob observação até que possa fazer o tratamento hormonal, que desenvolverá características femininas.
Quem já está nessa fase seguinte é Piero Yoahan, de 19 anos. O estudante de Direito também é atendido pela equipe do ambulatório e encara com paciência, tranquilidade e empatia todos os enfrentamentos da adolescência para ser quem sempre foi. Ele e Melissa contaram suas histórias ao E+ para o Dia da Visibilidade Trans, celebrado hoje, junto com Brunna Valin, de 43 anos, e Thais de Azevedo, de 68. Com experiências diversas, eles contam como é a transexualidade da infância à terceira idade. Leia e assista neste link.

Marcius Pirôpo Campeão Mundial

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