terça-feira, 5 de maio de 2020

'Precisamos de 10 leitos de UTI por dia em Salvador', diz Badaró

['Precisamos de 10 leitos de UTI por dia em Salvador', diz Badaró]


Infectologista ressalta a importância de se utilizar a máscara de proteção facial como alternativa contra a Covid-19



O médico infectologista dr. Roberto Badaró alertou para a redução no número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Salvador, com reflexos na Bahia. Em entrevista à Rádio Metrópole hoje (5), o profissional de saúde reforçou que a infecção por coronavírus e o número cada vez maior de casos refletem uma preocupação por parte do poder público. "De modo geral, estamos precisando em Salvador, de 10 leitos de UTI por dia. Nossa estratégia para não ter falta de leitos é dar alta mais precoce possível e utilizar esses hospitais de retaguarda, como os hospitais de campanha e o Riverside, e em vez do paciente completar o tratamento conosco, ele fica tratando nesses locais", declarou Badaró. 
Ainda de acordo com o profissional de saúde, a maioria dos casos de coronavírus em pessoas saudáveis não deixa sequelas. Somente apresentam consequências graves aqueles pacientes que já possuem comorbidades. "Alguns estudos na China em evolução apontam que ficam com insuficiência renal aqueles que já têm problemas renais. É muito raro um paciente com toda essa gravidade sair. Não há uma sequela característica da Covid coeficiente. Ou ele morre, ou se recupera. Esse tempo de recuperação tende a ser de dois a três meses, dependendo da possibilidade", afirma. 
Dr. Roberto Badaró ressalta a importância de se utilizar a máscara de proteção facial como alternativa contra a Covid-19. Segundo o infectologista, o equipamento deve se tornar um hábito para a população. "Começa a sociedade a colocar em seu hábito de vida, assim como colocar a roupa, vestir a máscara. Acho que vai ter um impacto, independente da gente começar a ter um retorno. Ainda não estamos com a data certa para melhorar e retornar do confinamento. A melhor hora de ficar confinado é agora para descer mais rápida a curva. Se as duas medidas forem combinadas, vamos ter um período de recuperação muito mais rápido e a previsão de que a doença acabe no meado de junho é claríssima", acrescentou.
M1

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