sábado, 13 de junho de 2020

Após incentivo de Bolsonaro, grupo invade hospital no Rio aos gritos e causa confusão

Após incentivo de Bolsonaro, grupo invade hospital no Rio aos gritos e causa confusão
Um dia após o presidente Jair Bolsonaro incentivar apoiadores a entrar em unidades de saúde para filmar e verificar a veracidade dos casos do novo coronavírus, um grupo de cerca de seis pessoas invadiu um hospital no Rio de Janeiro, na tarde desta sexta-feira (12).

De acordo com informações do O Globo, o grupo entrou em áreas restritas a médicos e pacientes do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, causando tumulto. Profissionais que trabalham no local contaram ao jornal que uma mulher, muito alterada, chegou a chutar portas, derrubar computadores, além de tentar invadir leitos de pacientes internados. 

Outras fontes relataram ainda que o grupo seria parente de uma pessoa que morreu pelo novo coronavírus, na manhã desta sexta-feira (12), no hospital. Ainda de acordo com a publicação, eles percorreram pelo quinto andar e gritavam, afirmando que tinham direito de verificar os leitos para garantir que estavam ocupados de verdade. Testemunhas contam que o grupo bradava “Mentira! Mentira!”.

Para conter o grupo, uma enfermeira que cuidava de uma paciente idosa teve que usar uma cadeira impedindo que eles invadissem o quarto onde estava. Segundo o jornal, a confusão só encerrou depois da intervenção de guardas municipais, que retiraram os manifestantes.

“Escutei gritos, achei que era algum paciente que estava com algum tipo de surto psiquiátrico. Foi quando uma mulher passou correndo no corredor e começou a chutar e gritar, chutando as portas dos pacientes que estavam na enfermaria”, contou uma testemunha, que preferiu não se identificar.

Por meio de nota, a Secretaria municipal de Saúde informou que o incidente foi causado por cinco pessoas de uma mesma família, que estava alterada pela notícia da morte de uma parente. Segundo a secretaria, após a morte da mulher de 56 anos, o grupo quebrou uma placa de sinalização e bateu em uma porta, causando danos. A SMS informou também que vigilantes e guardas municipais ajudaram a resolver o incidente e que uma mulher integrante do grupo precisou ser medicada para acalmar.
BN

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