quinta-feira, 25 de junho de 2020

Hospitais de campanha de Salvador apresentam até 85% de ocupação

[Hospitais de campanha de Salvador apresentam até 85% de ocupação]

Segundo secretário municipal de Saúde, crescimento de taxa de mortalidade e aumento na ocupação de leitos impedem reabertura gradual


O secretário municipal de Saúde, Léo Prates, comentou os índices de ocupação dos centros de saúde em meio à pandemia de coronavírus. Segundo o gestor, os hospitais de campanha apresentam uma ocupação de 80 a 85% nos leitos. Na avaliação de Prates, a gestão municipal, em parceria com o governo estadual, está correndo para ampliar os leitos e aumentar a oferta de atendimento para a população.
"Queremos abrir mais 20 leitos de UTI no Sagrada Família, mais 20 leitos de UTI no Wet e mais 10 de UTI no hospital Salvador, além de outros dez no hospital municipal de Salvador. Esse seria nosso esforço. Só temos duas formas de baixar a taxa de ocupação dos leitos de UTI: uma é diminuindo a demanda e outra é ampliando a oferta. Para diminuir a demanda, dependemos do povo de Salvador ficando em casa. Para aumentar a oferta, depende do nosso trabalho, e nossa parte estamos fazendo", afirmou o secretário, durante entrevista a José Eduardo na Rádio Metrópole hoje (25).
De acordo com Prates, 30 leitos de UTI abertos amanhã pelo Governo do Estado em Salvador. Prates comentou que são positivas as notícias sobre a evolução de curva de contágio na cidade, que está entre 2 e 2,5%. "É o melhor número que alcançamos. Nosso fator R, que é quantas pessoas uma pessoa pode contaminar, até 11 de junho estava abaixo de 1. Ou seja, nem todas as pessoas estavam contaminando as outras. Isso é porque estão fazendo isolamento. Esse é o número que tem embasado as reaberturas no mundo", afirmou o gestor. 
No entanto, o secretário disse que é preocupante o crescimento na taxa de letalidade e a taxa de ocupação de leitos de UTI na capital baiana. "Não conseguimos baixar para menos de 70%, que seria o ideal para uma retomada gradual", disse o chefe da pasta da Saúde.
Ele avalia que a intenção dos gestores públicos é garantir a retomada econômica. No entanto, é imprescindível garantir a saúde das pessoas antes de pensar em retorno das atividades. "Claro que estamos muito preocupados com a questão da situação econômica. Somos uma cidade pobre, temos vários problemas. Quem mais deseja a retomada econômica, é a prefeitura e o governo, por inúmeros motivos. Paulo Souto nos trouxe os números que são de R$ 160 milhões de queda de arrecadação e R$ 160 milhões de aumentos de gastos e investimentos na pandemia. São R$ 320 milhões que a prefeitura precisa cortar gastos para executar e salvar a vida das pessoas", disse Leo Prates.
"Quem mais deseja a retomada econômica somos nós. Mas governar é escolher prioridade e nossa prioridade nesse momento é salvar a vida das pessoas", acrescentou.
m1

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