sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Argentina autoriza uso emergencial das vacinas Sputnik V e Pfizer

Argentina autoriza uso emergencial das vacinas Sputnik V e Pfizer

A Argentina autorizou nesta quarta-feira (23) o uso emergencial das vacinas Sputnik V e e a fabricada pela Pfizer/BioNTech. Segundo o site Poder 360, o registro de ambos os imunizantes contra o novo coronavírus acontece pela Anmat (Administração de Medicamentos, Alimentos e Dispositivos Médicos da Argentina)

 

O uso da vacina russa na Argentina se baseou nos resultados dos ensaios clínicos de fase 3 na Rússia, sem testes que testes adicionais fossem realizados no país latino. A novidade foi divulgada pelo Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF). A eficácia da vacina foi de 91,4%. O cálculo foi baseado na análise de dados de 22.714 voluntários que receberam a 1ª e a 2ª doses da Sputnik V ou placebo.

 

“O registro da Sputnik V na Argentina sem ensaios clínicos adicionais no país é uma prova dos padrões regulatórios russos e da qualidade dos ensaios clínicos. Estamos prontos para desenvolver cooperação sobre a vacina com outros países da América Latina e esperamos que eles levem em consideração a decisão da Anmat”, disse Kirill Dmitriev, CEO do RDIF.

 

Nesta terça-feira (22), um voo da companhia estatal Aerolíneas Argentinas partiu para Moscou para trazer o primeiro carregamento da vacina. "Decolagem histórica rumo à Rússia", escreveu a empresa nas redes sociais.

 

O anúncio da autorização para a vacina da Pfizer/BioNTech aconteceu pela própria agência reguladora argentina, que emitiu um comunicado também nesta quarta. "A Anmat informa que autorizou a inscrição no Registro de Especialidades Medicinais do produto uma vacina para SARS-COV-2 da empresa Pfizer", disse o órgão.

 

Segundo a Anmat, a vacina da Pfizer/BioNTech "oferece uma relação risco-benefício aceitável". A autorização foi concedida pelo prazo de 1 ano. As negociações para o fornecimento de doses do imunizante desenvolvido pelo laboratório estão paradas, informou o governo.

 

Além da aquisição junto a Rússia e as tratativas acerca da vacina da Pfizer, a Argentina também assinou convênios de fornecimento de vacinas com a AstraZeneca, e faz parte do consórcio Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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