sábado, 12 de dezembro de 2020

Mais da metade dos baianos tem ao menos uma doença crônica, diz pesquisa


Mais da metade dos baianos tem ao menos uma doença crônica, diz pesquisa

Pouco mais da metade dos adultos baianos tinham ao menos uma doença crônica não transmissível no ano passado. Isso é o que aponta a Pesquisa Nacional de Saúde feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse quadro foi encontrado em 51,6% (5,744 milhões) dos soteropolitanos e em 51,5% (ou 1,179 milhão) da população de todo o estado. Os problemas crônicos de coluna foram os mais recorrentes na Bahia, atingindo um a cada quatro adultos (26%). Na capital aparece em terceiro lugar, registrados em 20,5% da população maior de 18 anos. 

 

Ao Bahia Notícias, o médico ortopedista Marcelo Midlej apontou causas da doença e fez um alerta ao uso de eletrônicos. "Essa alta incidência acontece porque uma doença que em primeiro momento era típica da terceira idade hoje atinge muitos jovens", explica o ortopedista. Para Midlej, os problemas de coluna são causados por três principais fatores: má postura, sedentarismo e sobrepeso.

 

Nos jovens, o sedentarismo é a principal causa das dores nas colunas. Além disso, o ortopedista faz um alerta para a falta de bons hábitos de saúde. "Hoje, computadores, tablets, smartphones.. substituem as atividades físicas, esportivas. Os fast foods substituem o jantar. Então, tudo isso interfere bastante".

 

O médico explica que os problemas de coluna se manifestam de maneira negativa independente da idade ou gênero. "Interfere na qualidade do sono; na capacidade produtiva, porque muitas vezes a pessoa não consegue trabalhar ou precisa ser hospitalizada, e na deficiência locomotora", lista.

 

Segundo o especialista, boa parte dos problemas de coluna são hetereditários mas é possível evitá-los. Para isso, Midlej indica evitar o sobrepeso; manter alimentação adequada; ficar atento a postura no dia a dia, como no trabalho, e durante a prática de atividades físicas.

 

Além disso, é indicada a prática de atividade física regularmente, com fortalecimento muscular. "Especialmente na musculatura do core, que são os músculos abdominais e pélvicos". O médico também indica os exercícios sejam feitos com acompanhamento profissional para manter a posição correta e evitar ferimentos. 


por Jade Coelho / Gabriela Icó

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