terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Padre é preso enquanto tentava tirar segunda via de identidade em Montes Claros

 


Segundo a Polícia Civil, a prisão tem relação com uma investigação da Comarca de Bocaiuva, que apura o crime previsto no Artigo 216-A da Lei 2848/40: “Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.”

Um padre, de 55 anos, foi preso nesta quinta-feira (17) enquanto tentava tirar a segunda via da identidade no Posto de Identificação da Polícia Civil em Montes Claros. Havia uma ordem de prisão em aberto contra ele.

Segundo as informações da Polícia Civil, o mandado tem relação com uma investigação da Comarca de Bocaiuva, que apura o crime previsto no Artigo 216-A da Lei 2848/40: “Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”.

O crime tem pena prevista de um a dois anos de detenção. A punição pode pode ser aumentada em até um terço caso a vítima seja menor de 18 anos.

Procurada, a assessoria de comunicação da Arquidiocese de Montes Claros informou que "o padre é membro do clero da Arquidiocese de Montes Claros e está sendo acompanhado pela mesma. Sua prisão preventiva já foi revogada na tarde desta quinta-feira."

Denúncia de assédio

Em agosto de 2017, o G1 publicou uma reportagem sobre uma denúncia feita pela mãe de um adolescente, de 17 anos, contra o padre, que atuava em Bocaiuva.

Na época, a mulher contou que o filho foi à igreja e, após a missa, enquanto aguardava um amigo, o então vigário da Paróquia Senhor do Bonfim pediu o número do celular dele alegando que iria convidá-lo para participar de um grupo de oração.

O menor contou à mãe sobre as ligações do padre e, a partir daí, ela o orientou a gravar as conversas. Posteriormente, a mulher procurou a delegacia para denunciar o caso. Em seguida, o padre foi afastado das atividades de vigário da Igreja da Matriz.

As gravações do adolescente e do padre foram registradas por um aplicativo de celular e pelo menos 15 arquivos foram entregues à Polícia Civil. Em um dos áudios, o vigário mencionava que iria rezar uma missa 'rapidinho' e depois convida o adolescente para ir à casa dele, onde teria 'cervejinha e carninha'. Em outra, o adolescente menciona que vai levar um amigo, e o padre pede para ele vá sozinho.

Como o caso estava em segredo de Justiça, a Polícia Civil e o Ministério Público não se manifestaram na época. A repórter do G1 esteve na casa paroquial, mas o padre não foi localizado.

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