domingo, 10 de janeiro de 2021

Médica da rede pública de Manaus diz que tem que escolher entre 'quem vive e quem morre'

 

10 de abril de 2020: Enterro de vítima de Covid-19 em Manaus (AM) - EDMAR BARROS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Amazonas passa por uma situação crítica por causa da pandemia de Covid-19. Com recordes de internações diárias, hospitais voltaram a ficar lotados e os profissionais de saúde enfrentam situações difíceis.

Em Manaus, uma médica que atua na rede pública e prefere não mostrar o rosto não esconde a indignação. Para a reportagem, ela revelou a rotina de quem trabalha nessas unidades:

médica afirmou ainda que um dos motivos de angústia para os profissionais é ter que decidir entre 'quem vive e quem morre':

"A gente tem que decidir entre quem vive e quem morre. Se eu tenho um ventilador disponível e três pacientes precisando, e eu tenho muito mais do que três. Por exemplo, eu tenho que escolher entre um paciente de 19, um de 30 e um de 75. Quem é o mais importante? Todos são. Esse é o motivo de angústia, escolher entre quem vai viver e quem vai morrer. Essa é uma responsabilidade ridícula e absurda."

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