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quinta-feira, 24 de junho de 2021

FitDance cresce em números aliado ao TikTok, mas Big Boss teme moda da 'dancinha'

FitDance cresce em números aliado ao TikTok, mas Big Boss teme moda da 'dancinha'

De tempos em tempos um fenômeno da dança surge e faz a cabeça, ou melhor, o corpo inteiro das pessoas se movimentar. 


Depois de 7 anos de hegemonia, a FitDance, que desde 2014 dominava as pistas de dança ao redor do Brasil, se bate com uma plataforma com poder suficiente para acabar com o reinado da empresa baiana criada por Fábio e Bruno Duarte: o aplicativo chinês TikTok.


A plataforma conseguiu por quase um ano tirar os holofotes do grupo de dança – ou melhor empresa –, que não teve outra alternativa a não ser se aliar com as coreografias aceleradas de 15 a 30 segundos da rede social que fez até o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, banir o aplicativo do país norte-americano.

 

 


A expectativa do público de uma queda da FitDance tem ligação com a grande polêmica protagonizada pela empresa em 2020, com a saída de Junior Gomes, Diogo Pretto e Isis Oliveira (relembre aqui).


Na época, além da exposição feita pelos artistas que deixaram o grupo, outros ex-integrantes tornaram pública suas frustrações com a companhia, como Lore Improta, Pam Sampaio, Juliana Paiva, Dam Fernandes - este último que foi processado pela FitDance em uma ação que tentava impedi-lo de dançar. O ex-dançarino do grupo venceu o processo.


Com os "sobreviventes" de 7 anos de projeto, Nai Darlen, Vini Mello, Tay Smith, Dhieggo Astral e Mestre Zig, a equipe seguiu a premissa de que "águas passadas não movem moinhos" e se uniu ao TikTok e Kwai para a tendência do momento, se esquivando de ser "cringe".

 

(Foto: Reprodução / Instagram)


Ao Bahia Notícias, Fábio Duarte, CEO da FitDance, coloca seu projeto como pioneiro na dança e o primeiro a se associar ao TikTok. "A pandemia mostrou que muitas empresas quebraram, tiveram que se reinventar, tiveram que fechar suas portas. E a FitDance se mostrou uma empresa sólida. Esse crescimento deixa a gente muito orgulhoso, a gente investe muito para que a dança seja cada vez mais valorizada".


Porém, apesar de estar na plataforma, tanto no TikTok quanto no Kwai, o dançarino e empresário critica o termo criado para viralizar o que é feito por lá, as "dancinhas". Fábio relatou ao site ter medo de ter a sua profissão descaracterizada e menosprezada ao perceber que a dança vem sendo tratada como um hobby e não como algo profissional.

 

"Um ponto que a gente está preocupado é com o termo 'dancinha'. Eu normalmente não uso esse termo porque eu acho que a dança é DANÇONA, é grande. Um trabalho, uma coreografia, de dedicação".

 


Os investimentos feitos pela empresa para continuar bombando no mercado, mesmo sem alguns dos seus rostos mais marcantes, chegam até na oferta de cursos dedicados as coreografias curtas da plataforma digital.


Com 3,6 milhões de seguidores e 12,7 milhões de curtidas, a Fit 'pongou' na fama de celebridades do TikTok e trouxe o público das jovens Nessa Lopes, de 19 anos, que tem mais de 273,2 milhões de curtidas em seus vídeos; e Beca Barreto, que tem 176,1 milhões de curtidas e 11,2 milhões de seguidores na plataforma.

 

 


"O que muda muito é a dinâmica. No TikTok as coreografias são mais curtas, então a gente teve que adaptar. E aí como tudo aqui que acontece a gente procura sempre como surpreender nesse caminho. Estamos tendo uma cultura de conteúdo vertical, então a FitDance está cada vez se especializando em como ser o melhor conteúdo vertical da internet. E os próprios parceiros, dançarinos e artistas que estão nas plataformas como TikTok e Kwai, estão conectados com a gente", revelou Fábio.


A associação as novas tecnologias fez com que a empresa atingisse a marca de 8 bilhões de views no YouTube e 87 milhões em um só video, informação que chega como uma surpresa para o público, que estacionou com a empresa em 2020 após as polêmicas.


"A FitDance antecipou muitos fenômenos que acontecem no mercado justamente pelo fato da gente ser antenado. Quando surge uma nova plataforma, aquilo não é uma concorrente da FitDance, aquilo é realmente um aliado, uma nova ferramenta para a gente trabalhar todos os nossos conteúdos".

 

por Bianca Andrade


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