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segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Secretário Fábio Vilas-Boas ofende chef de restaurante após não ser atendido e usa redes sociais para pedir " Perdão"

 



Por mais cuidadosos que sejamos, ao longo da vida cometemos erros que podem atingir as pessoas. Peço, portanto, desculpas à empresária e artista da gastronomia baiana, a Chef Angeluci Figueiredo, pelos comentários inadequados no último domingo (1), em circunstâncias injustificáveis, enviados por mensagem privada. Tendo reservado um almoço especial com os familiares e amigos do exterior com a devida antecedência de 48h, uma enorme frustração momentânea me levou, tomado de emoção, a dizer o que disse. Conto com o perdão de todos que se sentiram ofendidos, pois sempre pautei minha vida na verdade, honestidade e acolhimento.  finalizou Dr Fábio em sua rede social.



VEJA ABAIXO  MATÉRIA VEÍCULADA NO METRO 1


Secretário Fábio Vilas-Boas xinga chef de restaurante após não ser atendido: "Vagabunda"

Em resposta, Angeluci afirma que o secretário é "racista" e "misógino"


A chef Angeluci Figueiredo, do famoso restaurante Preta, na Ilha dos Frades, divulgou nesta segunda-feira (2) mensagens que foram trocadas com o secretário estadual da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, no último domingo (1º). Nelas, após encontrar o restaurante fechado, o secretário ofende a chef e a chama de "vagabunda". 

A Capitania dos Portos, em virtude da instabilidade do tempo e das variações do vento na Baía de Todos os Santos, no fim de semana, recomendou a restrição de navegação em todo o entorno, incluindo a Ilha dos Frades. Com isso, a chef explica que o restaurante ficou fechado e cancelou o atendimento. 

Nas mensagens, recebidas pelo Metro1, Vilas-Boas reclama: "Esqueça de me ver de novo aqui. E ainda paguei 350 reais pra desembarcar... Recebe 30 mil de mesada de Suarez e não precisa trabalhar", diz. "Amigo o caralho! Vagabunda", completa o secretário no aplicativo de mensagens Whatsapp. 

Em resposta, Angeluci afirma que o secretário é "racista" e "misógino", após cogitar a conta possa ter sido clonada. "O que autoriza uma autoridade, no exercício de uma função pública das mais relevantes do estado - a de secretário de Saúde do Estado da Bahia, e durante uma pandemia, o que torna a sua função sinhá mais responsável - chamar uma mulher de VAGABUNDA?", escreve. 

Após reiterar que o restaurante foi fechado devido às condições climáticas, a chef afirma: os tempos mudaram. "Inexistem contextos que justifiquem essa relação de senhor e vassalo. Eu não sou vagabunda. Sou uma mulher digna, honrada, profissional, empresária, geradora de empregos e com uma árdua rotina de trabalho, física, inclusive, para realizar um sonho e um projeto de oferecer aos meus clientes um serviço de qualidade. Mas não de qualquer jeito: só quando as circunstâncias me permitem".

O Metro1 entrou em contato com o secretário, que confirmou o envio de mensagens. "Por mais cuidadosos que sejamos, ao longo da vida cometemos erros que podem atingir as pessoas. Peço, portanto, desculpas à empresária e artista da gastronomia baiana, a Chef Angeluci Figueiredo, pelos comentários inadequados no último domingo, em circunstâncias injustificáveis, enviados por mensagem privada", afirma em nota.

"Tendo reservado um almoço especial com os familiares e amigos do exterior com a devida antecedência de 48h, uma enorme frustração momentânea me levou, tomado de emoção, a dizer o que disse. Conto com o perdão de todos que se sentiram ofendidos, pois sempre pautei minha vida na verdade, honestidade e acolhimento", completa. 

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Após ofender a chef do restaurante Preta, situado na Ilha dos Frades, Angeluci Figueiredo, o secretário de saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, se desculpou publicamente, nesta segunda-feira (2). Durante conversa divulgada através de um aplicativo de mensagens com Angeluci, Vilas-Boas chamou a chef de "vagabunda".

 

"Por mais cuidadosos que sejamos, ao longo da vida cometemos erros que podem atingir as pessoas. Peço, portanto, desculpas à empresária e artista da gastronomia baiana, a Chef Angeluci Figueiredo, pelos comentários inadequados no último domingo (1), em circunstâncias injustificáveis, enviados por mensagem privada. Tendo reservado um almoço especial com os familiares e amigos do exterior com a devida antecedência de 48h, uma enorme frustração momentânea me levou, tomado de emoção, a dizer o que disse. Conto com o perdão de todos que se sentiram ofendidos, pois sempre pautei minha vida na verdade, honestidade e acolhimento”, disse Fábio em postagem. 

 

A ofensa teria sido feita após Fábio não ter conseguido acessar com seus convidados no restaurante. De acordo com a nota divulgada pela chef, o fechamento do estabelecimento se deu "em virtude da instabilidade do tempo, das condições climáticas e das variações do vento e da navegabilidade na Baía de Todos os Santos, recomendou a restrição de navegação em todo o entorno, incluindo, claro, a Ilha dos Frades, onde funciona o restaurante". A Capitania dos Portos emitiu um alerta vermelho para que a navegação na região fosse restrita, o que impedia inclusive o deslocamento dos funcionários, em embarcações menores, para a ilha.

 

“A primeira perspectiva adotada por mim diante de mensagens enviadas em seu nome, da sua conta de WhatsApp me ofendendo, me xingando de vagabunda, me atribuindo condições que não condizem com as minhas atividades financeiras e empresariais foi partir do pressuposto que sua conta foi clonada ou que, outra pessoa, por razões que eu desconheço, usou seu celular e sua conta, à sua revelia, para me ofender”, complementa a chef. 

 

Em sua nota, Angeluci pediu para que o secretário refletisse "sobre a gravidade das duas palavras e sobre a inadequação e a vulgaridade delas". "Como lhe disse, a roda da história gira, e, nesse giro, me desculpe, mas parece não ter lhe beneficiado. Veja bem em que lugar as circunstâncias históricas NOS COLOCARAM: o secretário, um médico bem sucedido, empresário, agropecuarista, homem branco, de família tradicional, etc, etc, alimentando a cultura da intolerância e dos tais privilégios ditos brancos, ofendendo moralmente uma mulher negra, chamando-a diretamente de vagabunda, e por quê? Pelo fato de razões climáticas terem lhe impedido um domingo de bem estar num restaurante localizado numa ilha sujeita a intempéries, como qualquer local no meio do mar. Os tempos mudaram, secretário: inexistem contextos que justifiquem essa relação de senhor e vassalo. Eu não sou vagabunda. Sou uma mulher digna, honrada, profissional, empresária, geradora de empregos e com uma árdua rotina de trabalho, física, inclusive, para realizar um sonho e um projeto de oferecer aos meus clientes um serviço de qualidade. Mas não de qualquer jeito: só quando as circunstâncias me permitem", diz.

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