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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Ministros do STF têm segurança pessoal reforçada

 



Além da segurança pessoal e de protocolos que visem proteger suas residências, eles foram aconselhados a evitar locais públicos desacompanhados


Em um cenário em que ameaças se tornaram práticas corriqueiras na rotina dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a corte decidiu reforçar a segurança pessoal de todos os seus integrantes. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pela CNN.

O STF, hoje composto por 10 magistrados – a cadeira de Marco Aurélio ainda não foi preenchida -, tem sido alvo frequente de ataques pelas redes sociais.

Com as manifestações previstas para esta terça-feira (7), o prédio da corte e seus anexos já receberam grades e estão cercados por carros de polícia. Além da segurança pessoal e de protocolos que visem proteger suas residências, eles foram aconselhados a evitar locais públicos desacompanhados. O temor é pela integridade física dos magistrados.

No último fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro voltou a subir o tom contra o STF e seus ministros. Ele pediu que a corte atue dentro das quatro linhas da constituição e reconheceu uma tendência a ruptura institucional. Ele disse ainda que “Supremo é o povo”.

Bolsonaro tem sido porta-voz das principais críticas ao STF, especialmente as direcionadas aos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Barroso é presidente do TSE e defende o atual sistema de votação eletrônica. Enquanto Moraes é relator de inquéritos que investigam Bolsonaro e alguns de seus aliados.

Em episódios pontuais, o STF reforçou a segurança de ministros alvos de ataques por decisões e julgamentos, como aconteceu com Edson Fachin, em março deste ano. A corte adotou a medida por precaução diante de possíveis questionamentos à decisão de Fachin de anular as condenações do ex-presidente Lula.


CNN

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