OLIMPÍADAS


quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Dois homens morrem asfixiados durante garimpo em poço a 18m de profundidade


Suspeita é que eles tenham inalado fumaça tóxica de um motor de sucção usado na atividade

Dois homens morrem asfixiados durante garimpo em poço a 18m de profundidade

Dois homens morreram enquanto trabalhavam em um poço a 18 metros de profundidade na localidade de Socotó, em Campo Formoso, na região norte da Bahia. Segundo o portal G1, o caso aconteceu na tarde de segunda-feira (11) e foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros de Senhor do Bonfim.

A corporação informou que, após serem acionadas, equipes do 9º Grupamento foram enviadas e já os encontraram sem vida. Os militares disseram que as vítimas inalaram fumaça no buraco e, por isso, sofreram asfixia.

Testemunhas disseram que o local funciona como um garimpo clandestino. Para exploração, foi aberto o poço, conhecido como corte, que teria alagado. A dupla, então, entrou no lugar com o auxílio de uma bomba de sucção para retirar a água e prosseguir o trabalho.

De acordo com o G1, houve uma pane no motor do maquinário e provocou uma fumaça tóxica no interior do poço. Sem conseguir sair do local, os homens morreram asfixiados.

Os bombeiros retiraram os homens do poço e entraram em contato com o Departamento de Polícia Técnica (DPT) para a remoção do corpo e adoção dos outros procedimentos legais. O caso foi registrado pela Delegacia Territorial de Campo Formoso.

Em nota enviada ao G1, a Cooperativa Mineral da Bahia (CMB) disse que o acidente aconteceu em uma área a mais de 8 quilômetros de distância da área que ela atua com a chamada Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), emitida pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Informou que, que por isso, não tinha conhecimento do funcionamento de lavra clandestina no garimpo de Socotó, a qual, segundo a companhia, se encontra paralisado há vários anos.

A CMB afirma que nunca operou naquela região e que atualmente está no processo de legalização e licenciamento. Disse que, somente após as devidas autorizações e a anuência dos referidos órgãos licenciadore,s poderia explorar a área.

A companhia ainda diz que, por não se tratar de área de sua responsabilidade, não tem como informar se as vítimas usavam os devidos EPIs no momento do acidente

Nenhum comentário:

Postar um comentário