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terça-feira, 2 de novembro de 2021

Jornalista denuncia ataques transfóbicos e perseguição de funcionário da prefeitura no interior da Bahia; veja vídeo

 

Alana Rocha apresenta o Jornal da Gazeta em Riachão do Jacuípe e responde a processos na Justiça de dois secretários

Jornalista denuncia ataques transfóbicos e perseguição de funcionário da prefeitura no interior da Bahia; veja vídeo

A jornalista baiana Alana Rocha, apresentadora do Jornal da Gazeta, na Gazeta FM de Riachão do Jacuípe, gravou um vídeo na tarde desta segunda-feira (1º), no qual aparece sendo xingada de "vagabunda", além de ser perseguida por um homem em uma motocicleta.


O homem que aparece nas imagens é Maurício Mascarenhas, funcionário nomeado como fiscal de área da prefeitura. De acordo com Alana, ele foi até sua casa e passou a xingá-la. "Ele é meu primo de quarto grau, mas não temos muita proximidade. Hoje ele apareceu aqui e começou a me xingar  e também xingar minha mãe. Depois passou a me perseguir numa motocicleta.
Fui até a delegacia e registrei um boletim de ocorrência", disse. 
Alana, que é uma mulher trans, conta ainda que recebeu ofensas transfóbicas. "Ele me atacou de diversas formas, sempre me chamando pelo masculino. Foram vários xingamos e fiquei tão nervosa que nem tudo conseguir registrar em vídeo", afirma. O Metro1 tentou localizar o homem que aparece nas imagens, mas não conseguiu encontrá-lo. O assessor direto da prefeitura também não atendeu as chamadas da reportagem. 

No último dia 14, o Metro1 registrou uma outra queixa de Alana, sobre processos que estava respondendo movidos por funcionários da prefeitura. Para a jornalista, os processos caracterizam perseguição política e a impedem de realizar seu trabalho. “Isso me soou como um tentativa de me censurar, silenciar minha voz e me demover da apresentação do Jornal da Gazeta”, escreveu nas rede sociais.

Outro lado

Quem processa a profissional de imprensa, no entanto, afirma que se sentiu ofendido por declarações de Alana feitas em seu programa de rádio. É o caso, por exemplo, do secretário de Obras e Serviços Públicos do município, Cristovão Ferreira. “Não existe perseguição à ela, mas a partir do momento em que ela fala inverdades na rádio precisamos buscar os meios para nos defendermos”, diz o titular da pasta de obras, que afirma ter sido ofendido por declarações da jornalista sobre seu trabalho na prefeitura. “Quando ela compartilha fatos, pede respostas, nós respondemos, quando ela compartilha fake news precisamos também agir”, acredita.

Também autora de uma queixa crime contra a jornalista, Fabrícia Oliveira, chefe de gabinete da prefeitura, diz que o processo movido por ela diz respeito a momentos em que se sentiu pessoalmente ofendida. “Não a processo enquanto servidora da prefeitura, mas por declarações que me ofenderam diretamente. Entre outras coisas ela alega que eu seria a pessoa por trás de perfis fakes em redes sociais e resolvi pedi que ela prove isso na justiça”, conta. 

Veja vídeo da perseguição relatada por Alana Rocha:
 


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