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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Suprapartidária, CPI da Coelba não deve enfrentar resistência na AL-BA

 

Suprapartidária, CPI da Coelba não deve enfrentar resistência na AL-BA

O requerimento para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da Coelba, prestadora de serviços de energia elétrica no estado, não deve enfrentar resistência na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), possuindo boas chances de ser instaurada nas próximas semanas pela Mesa Diretora da Casa.

 

O presidente da AL-BA, deputado Adolfo Menezes (PSD), afirmou que ainda não recebeu o requerimento, para avaliar seu cabimento. Ele, entretanto, reconheceu que existe um incômodo generalizado no legislativo estadual com a atuação da concessionária do grupo Neoenergia.

 

“Não vi ainda o fato. Tive notícia. Quando chegar, me manifesto. Estava como governador. Quando [o requerimento] chegar em minha mão, mando para a procuradoria”, disse Adolfo, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

“Existe um descontentamento com a Coelba. Vamos ver qual o objetivo da CPI para justificar a abertura. [Vamos] ouvir a procuradoria jurídica, vamos ver. Normal. É o papel da Casa”, complementou o presidente da AL-BA.

 

Líder da oposição na AL-BA, o deputado Sandro Régis (DEM) não assinou o requerimento de abertura da CPI, mas previu que o pedido não deve enfrentar resistência na Casa, tendo em vista que representantes de diversos partidos, incluindo de situação, apoiam a investigação.

 

“Isso foi uma CPI apartidária, com parlamentares de todos os partidos da casa. Não é uma CPI de bancada. É uma CPI do parlamento, o que eu vejo com naturalidade e legitimidade”, comentou Sandro Régis ao BN.

 

O deputado Rosemberg Pinto (PT), líder do governo na AL-BA, revelou que participará de uma reunião com representantes da Coelba na próxima quarta-feira (10), para resolver o que ele chamou de "distanciamento" da empresa em relação a seus clientes.

 

"A CPI é fruto do distanciamento entre a empresa concessionária e seus clientes. Além do mais, esse distanciamento é no atendimento às demandas, sejam elas da iniciativa privada, sejam do poder público. Então, isso acaba levando a situações como essa. Vamos marcar uma reunião, já agendada, com a Coelba, para que a gente possa dialogar sobre o tema", disse Rosemberg.

 

O líder do PT no legislativo baiano, deputado Osni Cardoso, foi um dos 34 parlamentares que assinaram o requerimento, junto aos também petistas Maria del Carmen, Bira Corôa, Fátima Nunes, Marcelino Galo, Neusa Cadore e Robinson Almeida. 

 

A assinatura dos petistas e outros integrantes da base de apoio ao governo Rui Costa (PT) acabam indicando o aval da gestão estadual para a abertura das investigações.

 

A CPI é uma iniciativa do deputado estadual Tum (PSC). No pedido de abertura de investigações, o parlamentar alega que a Coelba não tem prestado um bom serviço à Bahia e, apesar disso, obteve um lucro líquido de R$ 10 bilhões no primeiro quadrimestre do ano.


BN



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