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Roma confirma que irmão de Bolsonaro atuou para destravar verba para município onde trabalha




O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), confirmou que foi procurado por Renato Bolsonaro, irmão do presidente Jair Bolsonaro, para tratar da liberação de recursos para Miracatu, município localizado a 137 quilômetros da capital de São Paulo. Renato Bolsonaro é chefe de gabinete da prefeitura local.

 

A cidade foi beneficiada com o empenho de R$ 35 milhões em verbas da União no final de 2021. Desse valor, R$ 9,5 milhões saíram da pasta comandada por João Roma. O ministro da Cidadania contou que Renato Bolsonaro tem um jeito "suave" e, por isso, teve vontade de ajudar, segundo o Globo. 

 

"Ele é irmão do presidente, circulou (nas outras pastas) e, talvez até pelo jeito dele, suave, todo mundo tem vontade de ajudar o cara. Dá vontade de ajudar. Mas (ele) não é aquela pessoa que fica vendendo prestígio. Não é dessas criaturas que a gente vê em Brasília a vida toda", destacou o ministro.

 

O encontro entre Roma e Renato Bolsonaro, que selou o envio dos recursos para Miracatu, aconteceu no fim do ano passado no Palácio do Planalto. "Eu estive com ele em novembro, e ele comentou comigo que tinha uma ação lá no município. Encontrei com ele duas vezes, já. Em uma delas, lá no Planalto. Ele comentou: ‘Ministro, tem uma obra de uma quadra lá no município’. Tinha algum imbróglio burocrático, que obstruía", explicou João Roma.

 

"Você sabe que recebi o apelido de ‘João Solução Roma’. Ele (Renato) comentou comigo: ‘Ô, ministro, tem um negócio para resolver no município'. Parece que ele estava há um ano e meio batendo cabeça com essa quadra. Aí, eu anotei e resolvi. Na semana seguinte, já tinha resolvido o assunto e eu tinha dotação orçamentária. Resolvi rápido", completou.

 

Após o empenho, ressalta João Roma, Renato Bolsonaro o procurou para agradecer. "Ele me ligou e disse: ‘Ô, ministro, muito obrigado, pensei que isso não ia resolver mais. Não sei o que…tal’. Desse jeito".  Questionado se não vê conflitos de interesse em “ajudar” o irmão do presidente, já que a prefeitos do país não tem sequer acesso a ministros de estado, João Roma se defendeu.

 

"Sinceramente, não vejo não. Ele é irmão do presidente, mas ele tem legitimidade, trabalha lá no município. A função dele é essa mesmo. Se ele tivesse um escritório de lobby, aí havia um grande conflito de interesse. O ruim são as coisas nebulosas, as coisas escondidas. O cara não é uma eminência parda", disse.


fonte:BN

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