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Bolsonaro: bandeira de escassez hídrica vai acabar “nos próximos dias”

Aneel já havia anunciado que a bandeira, cujo acréscimo é de R$ 14,20/100 kWh, ficaria em vigor até 30 de abril de 2022.

Imagem: Rafaela Felicciano/Metrópoles


O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira (17/3) que a bandeira vermelha instituída pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai deixar de existir “nas próximas semanas”. A agência já havia anunciado que a bandeira, cujo acréscimo nas contas mensais é de R$ 14,20/100 kWh, ficaria em vigor até 30 de abril de 2022.

“Pelo que tudo indica, a super bandeira da energia vai nas próximas semanas deixar de existir. Afinal de contas, isso foi feito em uma decisão da Aneel, uma agência independente, para compensar a geração de energia de uma origem bem mais cara que a hidrológica”, disse Bolsonaro após cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional, no Palácio da Alvorada.

Nesta quinta, Bolsonaro comanda reunião ministerial para discutir as estratégias das candidaturas dos ministros, que deverão deixar os postos até abril. Ainda não foram anunciados os nomes dos substitutos.

Para cobrir os custos das usinas termelétricas, que tiveram o uso triplicado devido à crise hídrica, a Aneel criou em setembro a “bandeira de escassez hídrica”.

A bandeira gera um acréscimo de R$ 14,20/100 kWh nas contas. Até então, a bandeira vermelha patamar 2 era a mais cara do sistema. Em vigor desde junho, a tarifa já tinha acréscimo de R$ 9,49 a cada kWh na conta mensal. Agora, a nova bandeira possui alta de 49,63% em relação à bandeira vermelha patamar 2.

Para os consumidores, o aumento na conta de luz é de 6,78%. “Quem paga essa bandeira são todos os consumidores do estado cativo de distribuidoras. Com exceção do estado de Roraima e dos consumidores inscritos nos programas sociais, que pagam tarifa social do governo”, explicou o diretor-geral da Aneel, André Pepitone.





Metrópoles 

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