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Psol acusa prefeitura de agredir e manter professores em cárcere durante protesto

Após incidente, Colbert Martins disse reprovar violência e se comprometeu a dialogar com a classe.

Foto: Ascom / Psol Bahia

Por meio de nota, o Psol Bahia manifestou repúdio e acusou o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (MDB), de ordenar agressões e manter professores, estudantes, jornalistas e vereadores em cárcere, nesta quinta-feira (31), durante protesto por melhorias nas escolas municipais e regularização de pagamentos.

“Após a Guarda Municipal usar a força contra manifestantes, como spray de pimenta, as portas da Prefeitura foram trancadas, prendendo no local durante a tarde professores, estudantes e, inclusive, o vereador Jhonatas Monteiro (PSOL), com parte de sua equipe do mandato”, disse o partido, afirmando ainda que depois de cortada a energia do prédio da Prefeitura, na noite de quinta a Guarda Municipal teria agredido professores, quebrado paredes e usado spray de pimenta contra os manifestantes.

“Mais uma vez, protagonizando um cenário de guerra que foi transmitido ao vivo por companheiros que estavam no local. Cenas lamentáveis que refletem a forma como a educação e o funcionalismo público são tratados pela gestão do município, que é o 2º maior da Bahia”, descreveu o partido.

“Por ordem do prefeito Colbert Martins Filho, prenderam professoras, professores, famílias e até crianças dentro do espaço da Prefeitura Municipal de Feira de Santana. E eu, enquanto vereador do município, estou também preso, no exercício das minhas funções, no cumprimento do nosso mandato. E mais do que isso, a ação da Guarda aqui é de impedir acesso à água, à comida e uma série de outras coisas que configuram ilegalidades. Resta saber se quem dá a ordem tem a coragem de aparecer, ou vai deixar quem é trabalhador e trabalhadora ser bucha de canhão mais uma vez”, declarou o vereador Jhonatas, em transmissão ao vivo em suas redes sociais, enquanto estava no local.


Outro lado

O prefeito Colbert Martins, por sua vez, publicou um comunicado no qual reprova a violência e se compromete a dialogar com os professores.

“Não compactuo com nenhuma forma de violência e desrespeito. As imagens que estão circulando em todos grupos da cidade hoje, criam um clima de terror e caos que não faz parte da maneira como estamos conduzindo este processo. O episódio de hoje representa uma situação isolada, que nós combatemos veementemente. Seguiremos buscando junto aos profissionais de educação o diálogo aberto e pacífico”, declarou o gestor, que disse ter se reunido com a classe e firmado o compromisso de pagar o Piso Nacional dos Professores.

Colbert disse ainda compreender que a greve é um instrumento legal de reivindicação dos trabalhadores, argumentou que o mecanismo “deve ser utilizado quando não existe o diálogo e a busca pelo entendimento”, mas afirmou que “essa não é a realidade em Feira”.

“Uma greve neste momento, prejudica o nosso diálogo e também os alunos, que acabaram de retomar as aulas presenciais e o ano letivo. Os nossos alunos foram muito prejudicados por conta da pandemia nesses dois anos, essa paralisação é mais um atraso para nossos estudantes”, pontuou o prefeito.



Bahia.ba


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