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Putin faz nova ameaça nuclear ao Ocidente com seu mais poderoso míssil

Putin anunciou o primeiro teste completo do novo míssil intercontinental para emprego de ogivas nucleares do país.


Nesta quarta (20), ele anunciou o primeiro teste completo do novo míssil intercontinental para emprego de ogivas nucleares do país, o RS-28 Sarmat, conhecido na Otan (aliança militar ocidental) como Satã-2. É o mais poderoso armamento do tipo no mundo.

"Essa arma verdadeiramente única vai aumentar o potencial de combate de nossas Forças Armadas, garantindo de forma confiável a segurança da Rússia contra ameaças externas e fará aquele que, no calor da retórica agressiva tentam ameaçar nosso país, pensar duas vezes", disse ele em conversa com autoridades do Ministério da Defesa televisionada.

Putin tem usado essa retórica desde as vésperas da invasão, em 24 de fevereiro. Cinco dias antes, testou suas forças nucleares e disparou mísseis hipersônicos, balísticos intermediários e um RS-24 Iars, modelo intercontinental que já está em operação, de um submarino no Ártico.

No dia do ataques, ameaçou forças estrangeiras que interviessem no confronto com retaliação única na histórica, ou seja, nuclear. E logo depois do início da guerra, colocou suas forças nucleares de prontidão, gerando alarme no Ocidente. Entre os que veem apenas blefes e os realmente preocupados, há uma saudável mistura das duas avaliações.

O Sarmat foi lançado do cosmódromo de Plesetsk, perto da fronteira da Finlândia, e voou por cerca de 6.000 km até atingir o campo de provas de Kura, na península de Kamtchatka, no Pacífico. Ele vem sendo desenvolvido desde 2009 e começou a passar por testes de ignição e lançamento em 2018.

O míssil, batizado em homenagem ao antigo império eurasiano da Sarmácia, é um monstro de 208 toneladas estimadas, com 35,5 m de comprimento. É capaz, segundo analistas, de levar talvez 15 ogivas nucleares a alvos até 18 mil km distantes, ou um número incerto de planadores hipersônicos Avangard, já em operação com mísseis mais antigos.

Em 2019, o governo russo fez vazar a informação de que o Sarmat poderia fazer um voo suborbital de 35 mil km, algo inédito e que garantiria literalmente cobertura global total a partir de silos na Rússia. Segundo o Ministério da Defesa, já há um regimento para ser armado com o míssil em preparação em Krasnoiarsk, na Sibéria, talvez até o fim do ano se os testes correrem bem.

O Sarmat é uma das "armas invencíveis" anunciadas por Putin em 2018, chamando menos atenção do que os sistemas hipersônicos Kinjal, já usado na Ucrânia, e Avangard, por se tratar da evolução de uma tecnologia conhecida.

Quando estiver operacional, contudo, será uma das armas mais temíveis no mercado. Diferentemente de bombas táticas com poucas dezenas de quilotons (Hiroshima tinha 15 kt), ele teoricamente pode levar qualquer coisa desde várias ogivas com centenas de quilotons ou poucas na casa do megaton, armamento estratégico para cenários apocalípticos.


Folhapress

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