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Jerônimo vira alvo ao perguntar sobre Educação no 1º bloco do debate na TVE


Jerônimo vira alvo ao perguntar sobre Educação no 1º bloco do debate na TVE

O primeiro bloco do debate da TVE com candidatos ao governo do estado, na noite desta terça-feira (6), começou com uma pergunta de Jerônimo Rodrigues (PT) sobre os planos de seus adversários para o Ensino Médio na capital e no interior do estado. Tanto Kleber Rosa (PSOL) quanto João Roma (PL) responderam com críticas ao governador Rui Costa (PT) e à condução que sua gestão faz na Educação.

 

Kleber Rosa criticou as escolas cívico-militares, idealizadas pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) e adotada em algumas unidades escolares baianas pelo governo Rui (PT) sob a gestão de Jerônimo enquanto secretário estadual da Educação. O psolista também defendeu a valorização do magistério e cobrou o governador: “pague o precatório dos professores”, pediu.

 

O deputado federal João Roma, por outro lado, defendeu o projeto das escolas cívico-militares e afirmou que o governo Rui Costa não abraçou a ideia por questões meramente ideológicas. O parlamentar aproveitou para mirar suas críticas a Jerônimo, ex-secretário de Educação na Bahia.

 

“Como é que o senhor tem a ousadia para abrir a boca para falar de Educação. O senhor é responsável pela Bahia ostentar o troféu de um dos piores ensinos do Brasil. Hoje, tem mais de 1 milhão e meio de baianos que não conseguem ler ou escrever um simples bilhete. Precisamos mudar isso, porque, em 16 anos do PT, eles ainda não aprenderam que não é parede de escola que dá aula ou que transmite conhecimento”, declarou Roma.

 

Jerônimo devolveu as críticas de Roma ao disparar contra a gestão que Bolsonaro faz na Educação. Segundo ele, o governo federal tem destruído o sistema educacional do Brasil. Além disso, o candidato petista garantiu que Rui já encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) o projeto de lei para o pagamento dos precatórios aos professores.

 

“Chegaram os recursos do precatório e o governador Rui Costa já enviou ou está enviando até amanhã para que a Assembleia Legislativa possa criar a lei para o pagamento dos precatórios”, afirmou Jerônimo.

 

ACM NETO

Durante o primeiro bloco, tanto Jerônimo quanto Kleber Rosa e João Roma aproveitaram parte de seus tempos para criticar a ausência de ACM Neto (União) do debate. Os candidatos do PT e do PL, inclusive, chamaram o adversário de “fujão” e de “covarde”, respectivamente.

 

“Ele [ACM Neto] montou uma chapa que poderia ter sido montada na Junta Comercial e não no TRE. Para uma empresa privada, representa um conglomerado econômico, que não sabe a dimensão de um projeto coletivo, que fala do futuro da Bahia e do Brasil. Desrespeita ao senhor eleitor, à senhora que está me ouvindo. Um candidato que esquece que um projeto para o futuro da Bahia pressupõe transparência e falar a verdade com as pessoas”, criticou Roma.

 

EMBASA

Além da Educação, o Auxílio Brasil e a Embasa também foram assuntos do primeiro bloco do debate. Kleber Rosa perguntou se os adversários pretendem privatizar a empresa pública de saneamento básico, obtendo respostas evasivas dos demais candidatos. Roma escolheu criticar a gestão que o atual governo faz na estatal.

 

“A Bahia precisa avançar demais e precisa de investimentos. Infelizmente, a Embasa é literalmente loteada, é um cabide de emprego onde o governador fica colocando lá parentes de deputados, pessoas para utilizar aquele espaço de poder, com dificuldade para levar investimentos e até montando conflitos com prefeituras”, declarou Roma, depois de defender o marco regulatório do saneamento básico.

 

Jerônimo também não respondeu exatamente se pretende privatizar ou não a Embasa, dizendo apenas que aumentará os investimentos em saneamento básico para universalizar o acesso à água nas áreas urbanas e rurais até 2033, cumprindo a meta estabelecida na legislação nacional.

 

“Defendo os serviços dela com o suporte e com a ação do poder público. Mas dois temas envolvendo a Embasa requerem muito cuidado, por conta do acesso à água de qualidade nas cidades e na área rural. O marco regulatório estabelece que, até 2033, nós temos que universalizar o acesso à água na área urbana e na área rural, assim como o esgotamento. No meu governo, nos próximos quatro anos, eu conseguirei universalizar para a área urbana”, afirmou o petista.

Kleber Rosa criticou seus adversários por não se comprometerem com o tema e defendeu que a Embasa se mantenha como empresa pública.

 

“Como vocês puderam ver, nenhum dos dois candidatos se comprometeu em garantir a Embasa como patrimônio do povo da Bahia. Eu convido vocês a vir para um grande movimento e garantir que a Embasa permaneça pública”, conclamou Rosa.

 

“O saneamento básico é um direito humano. A ONU estabeleceu como um direito de todas as pessoas. Não se engane. Não tem nenhuma iniciativa privada que tenha compromisso e responsabilidade com o povo. João Roma é um liberal convicto, que quer privatizar tudo, entregar tudo para os grandes negócios, grandes grupos econômicos, que não têm nenhum compromisso, por exemplo, com o nosso povo do semiárido”, concluiu o psolista.

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